Equoterapia e escola rural são propostas de candidatura compartilhada de Professor Wendel e Fabiano Tolentino

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Por -04/09/2026, às 18H25setembro 4th, 2026
fabiano tolentino e professor wendel
Fabiano Tolentino e professor Wendel (Foto: Divulgação)

Candidatos a deputado estadual pelo União Brasil, apresentam modelo em que os dois dividem a atuação parlamentar e defendem projetos voltados à região Centro-Oeste de Minas

O professor Wendel Mesquita e Fabiano Tolentino, ambos do União Brasil, disputam uma vaga de deputado estadual em Minas Gerais por meio de uma candidatura compartilhada. Nesse modelo, os candidatos dividem a atuação de um mesmo mandato. Para isso, eles definem previamente as responsabilidades de cada um. (Assista a entrevista completa no final da matéria)

Em entrevista ao Portal Gerais, Fabiano Tolentino (União Brasil) explicou como funciona a proposta. Além disso, apresentou projetos para a equoterapia e para as escolas com características rurais. As iniciativas também se relacionam à atuação no agronegócio, setor com o qual o candidato mantém forte ligação.

Wendel Mesquita (União Brasil) já ocupa uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e busca a reeleição. Por outro lado, Tolentino (União Brasil) atua como assessor do parlamentar. Segundo ele, os dois já trabalham juntos na destinação de recursos para municípios do Centro-Oeste.

Como funciona a candidatura compartilhada

Segundo Fabiano Tolentino (União Brasil), a candidatura compartilhada permite que duas ou mais pessoas dividam responsabilidades de um mandato. Para isso, os candidatos estabelecem um contrato.

“A lei permite hoje a união de pessoas pedindo voto para o mesmo número, que chama mandato compartilhado ou coletivo”

“No mandato compartilhado, você faz um contrato entre as partes e aí ele tem fé pública, ou seja, ele tem valor jurídico, aquele contrato que é feito entre eu e o Wendel. Se fosse mais mandatário, que seria co-deputados, aí você faz o contrato do todo e no contrato vem especificando como vai funcionar.”, afirma o candidato.

No caso de Tolentino e Wendel (União Brasil), a divisão também envolve os recursos. Fabiano afirma que ficará responsável por 50% das emendas parlamentares impositivas. Além disso, terá participação de 30% na estrutura do gabinete.

Com isso, poderá indicar pessoas da região Centro-Oeste para a equipe. Assim, a proposta busca ampliar a presença do mandato nos municípios da região.

“A gente passa a ser mais um representante da cidade, passa a ter um mandato dentro da condição de co-deputado no mandato compartilhado.”

Equoterapia e escola rural são propostas de candidatura compartilhada de Wendel Mesquita e Fabiano Tolentino
Foto: Heloisa De Tofoli/ PORTAL GERAIS

Além disso, Tolentino (União Brasil) afirma que o modelo não aumenta o custo do mandato.

“Sou assessor do Wendel hoje, quero deixar bem claro aqui que não aumenta custo nenhum para a população. O mandato tem o mesmo custo. Eu continua na figura de assessor, porém com status de deputado, porque é dividido as funções”

Portanto, os dois dividem a atuação, mas não criam dois mandatos. Na prática, cada um assume funções definidas previamente.

Agro é uma das principais pautas

O agronegócio também aparece entre as principais bandeiras de Fabiano Tolentino (União Brasil). A relação com o setor vem de sua trajetória política. Ele passou oito anos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e presidiu, durante quatro anos, a Comissão de Política Agropecuária.

Ao longo desse período, trabalhou com diferentes áreas do setor. Entre elas estão a pecuária, o café, o queijo artesanal, a cachaça, a criação de cavalos, o cultivo de eucalipto e a produção de mel.

Além disso, Tolentino (União Brasil) cita iniciativas de inovação no campo. Um dos exemplos envolve a produção de aditivos naturais para a alimentação de bovinos.

“Nos trabalhamos a pecuária, que é a criação de gado, tanto verde quanto gado em confinamento, hoje nós temos inclusive a Rações Futuras em Martinho Campos, que trabalha com aditivos totalmente naturais.”

O candidato também destaca sua atuação na relatoria do projeto Queijo Minas Artesanal, que dá a ele a abertura para ser vendido para outros estados. Da mesma forma, cita o Projeto de Lei da criação de delegacias rurais, de autoria dele, do Antônio Carlos Arantes e também do Gustavo Valadares.

A ideia é oferecer atendimento especializado para crimes como furto de gado e de máquinas agrícolas.

“Nós três fizemos o projeto para criar as delegacias rurais, para ter um olhar específico no roubo do trator, no roubo do gado, porque infelizmente se chegar hoje na delegacia aqui de Divinópolis com o trator roubado, eles não vão ter tanta atenção, porque são tantos outros crimes, que você não vai dar conta de olhar aquele trator que foi roubado. Agora quando tem uma delegacia específica tratando dos temas rurais, como tem em algumas cidades de Minas Gerais, já é diferente.”

Além do agro, Tolentino (União Brasil) pretende aproximar essas pautas da educação. É nesse ponto que entram dois projetos apresentados durante a entrevista: a equoterapia e a mudança no currículo das escolas rurais.

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Equoterapia une agro, educação e inclusão

A equoterapia está entre as propostas apresentadas para um eventual novo mandato. A atividade utiliza cavalos em abordagens terapêuticas.

Segundo Tolentino (União Brasil), o projeto pode atender principalmente crianças e mães atípicas. Além disso, ele pretende aproximar a iniciativa das pautas de educação defendidas por Wendel Mesquita.

“O deputado professor Wendel é um deputado muito voltado na educação, o deputado que mais investe em educação no estado de
Minas Gerais, muito ligado às causas das mães atípicas, com crianças com TDAH, autismo, então é um professor muito atento a
essas causas. Então, dentro da área rural, nós temos a ecoterapia, que é muito interessante a gente trabalhar em conjunto com essas mães, com essas crianças, com o contato do cavalo, que a gente sabe da importância que é.”

A proposta também tem relação com a experiência de Tolentino (União Brasil) na criação de cavalos da raça Campolina. Dessa forma, ele defende o uso da estrutura rural para aproximar educação, inclusão e atividades com animais.

Escola rural pode ter currículo próprio

Outro projeto citado pelo candidato envolve as escolas com características rurais. A proposta prevê um currículo mais ligado à realidade dos estudantes que vivem no campo.

Como exemplo, ele cita a escola do distrito do Buriti, em Divinópolis. Segundo o candidato, muitos alunos vivem em propriedades rurais e têm contato direto com a agricultura e a pecuária.

Por isso, a ideia é incluir conhecimentos sobre essas atividades no currículo. Entre os temas estão agricultura, pecuária e manejo de animais.

“Aquelas crianças têm um outro olhar. Então, você vai ter técnicas de noção de como tratar bem de um bezerrinho ao nascer, como que é feito, de plantação, de manejo com animais. Então, você mudaria o formato.”

Além disso, Tolentino (União Brasil) cita a participação de instituições que já oferecem capacitação no meio rural.

“Não, hoje o SENAR, a FAENG, já se propõe a estar nas escolas, está levando esse aprendizado, está levando esses cursos para os alunos Então, você mudaria toda aquela essência da escola rural para ter também noções de agricultura e pecuária dentro do currículo daquela escola.”

Segundo ele, a proposta também pode ajudar os estudantes a conhecer novas possibilidades profissionais. Assim, alunos poderiam se interessar por áreas como veterinária, agronomia e zootecnia.

“Seria atividades que pudessem trazer os alunos para entender um pouco mais do meio onde eles vivem.”

Fiscalização e mineração

Na entrevista, Tolentino também falou sobre a mineração em Minas Gerais. Ao comentar os rompimentos de barragens em Mariana e Brumadinho, ele defendeu mais fiscalização sobre a atividade. Ao mesmo tempo, afirmou que o estado precisa continuar explorando seus recursos minerais.

“Nós vimos alguns desastres naturais, alguns problemas muito graves com algumas minerações, com relação a rejeitos que estouraram, o caso de Brumadinho, o caso de Mariana, que a gente fica muito triste, mas tem que ser resolvido, então eu entendo que tem que ter uma fiscalização em cima das minerações, mas a gente tem que produzir, porque nós somos as Minas Gerais.”

Além disso, o candidato destacou a diversidade mineral do estado. Segundo ele, Minas Gerais possui potencial que vai além da extração de minério de ferro.

“Então é importante para Minas Gerais, tem que ter fiscalização sim, mas tem que ser estudado toda essa riqueza que nós temos minerária, nós somos um Estado muito rico no poder de mineração.”

Tolentino também citou a exploração de terras raras, ouro e nióbio como áreas que podem ganhar espaço. Nesse sentido, defendeu o desenvolvimento de formas de extração que reduzam os impactos para a população.

“A gente tem que entender qual é o formato de Minas, além do minério de ferro, que é esse aí citado, que também é uma mola propulsora do Estado, mas nós temos esses outros fatores que hoje está sendo muito bem debatido, bem estudado, de que forma que a gente vai poder fazer essa extração, não trazendo um dano para a população, como foi feito no passado, que nós tivemos esses desastres, que infelizmente levaram muitas vidas.”

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Saúde pública deve ampliar atendimento

A área da saúde, Tolentino defende a descentralização dos atendimentos como forma de reduzir a sobrecarga dos hospitais de referência. Segundo ele, a estratégia permite distribuir especialidades entre diferentes unidades e encaminhar os pacientes para o local mais adequado.

Em Divinópolis, o candidato cita o Hospital São João de Deus como um dos principais pontos de atendimento da região. No entanto, ele afirma que a unidade enfrenta alta demanda por receber pacientes de diversas cidades do Centro-Oeste.

“O São João de Deus, hoje, graças a Deus, nós temos a maioria das especialidades do São João de Deus, mas acaba que todas as cidades mandam para cá e fica muito lotado.”

Por isso, Tolentino defende que outros hospitais da região também assumam especialidades específicas. Dessa forma, pacientes poderiam receber atendimento em municípios próximos, sem concentrar toda a demanda em Divinópolis.

Além disso, ele avalia que a estruturação do hospital público de Divinópolis pode ajudar a reduzir a pressão sobre o São João de Deus. A proposta seria direcionar os casos de menor complexidade para a unidade pública, enquanto o hospital filantrópico mantém atendimentos de maior demanda e complexidade.

Emendas devem priorizar o Centro-Oeste

A divisão das emendas também ocupa espaço central na proposta. Tolentino afirma que pretende direcionar 50% das emendas parlamentares impositivas para municípios do Centro-Oeste. Segundo ele, considerando um total de R$ 15 milhões, o valor chegaria a R$ 7,5 milhões para a região.

“Se for R$ 15 milhões, se repetir, são R$ 7,5 milhões colocados na região Centro-Oeste.”

O candidato também destacou que as emendas impositivas garantem o repasse dos recursos aos parlamentares, independentemente da relação com o governo estadual.

“Então, a emenda em si é interessante por isso, porque ela retorna aquilo que nós pagamos dia a dia nos nossos impostos para a nossa região.”

Além disso, os recursos podem atender diferentes áreas. Entre elas estão saúde, educação, infraestrutura e entidades sociais.

Dessa maneira, a candidatura compartilhada busca combinar a atuação de Wendel Mesquita na Assembleia com a experiência de Tolentino no agronegócio e sua proximidade com os municípios do Centro-Oeste.