Ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques é preso no Paraguai após condenação do STF por envolvimento na trama golpista e ações para dificultar o voto em 2022.
O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, acabou preso na madrugada desta sexta-feira (26), no Paraguai. Ele tentava embarcar em um voo com destino a El Salvador. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e seis meses de prisão, Vasques responde por participação direta na trama golpista que tentou manter Jair Bolsonaro ilegalmente no poder após a derrota nas eleições de 2022.
Prisão ocorreu em aeroporto paraguaio
De acordo com as informações apuradas, autoridades paraguaias prenderam Silvinei Vasques em um aeroporto internacional, após deixar o Brasil sem autorização judicial. A prisão ocorre meses depois de ele ter recebido liberdade provisória, concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, mediante o cumprimento de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e o cancelamento do passaporte.
Atuação para dificultar voto no segundo turno
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Vasques integrou um grupo que coordenou o uso das forças policiais para sustentar a permanência ilegítima de Bolsonaro no poder. Além disso, a PGR afirma que o então diretor da PRF ordenou a realização de blitzes em rodovias. Conforme a Procuradoria, com o objetivo de dificultar o deslocamento de eleitores do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva durante o segundo turno das eleições.
Ainda conforme a acusação, Vasques participou de uma reunião em 19 de outubro de 2022. Nela se discutiu o uso de operações da PRF para impedir o voto de eleitores. A ele é atribuída a frase: “havia chegado a hora de a PRF tomar lado na disputa.”
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Defesa negou interferência nas eleições
Durante o julgamento do chamado Núcleo 2 da ação penal da trama golpista, realizado pela Primeira Turma do STF no último dia 9, a defesa de Silvinei Vasques sustentou que ele não atuou para impedir o deslocamento de eleitores de Lula no segundo turno das eleições presidenciais.
Tornozeleira rompida e passaporte falso
Em reportagem publicada pelo site G1, a jornalista Andréia Sadi informou que, segundo o atual diretor da Polícia Federal (PF), Vasques rompeu a tornozeleira eletrônica. Ele deixou o país sem autorização judicial. Ainda de acordo com a apuração, no momento da prisão, ele portava um passaporte paraguaio original, porém com dados pessoais falsos.
A Polícia Federal não comentou oficialmente as informações divulgadas. Já a Agência Brasil informou que não conseguiu contato com os advogados de Silvinei Vasques até o momento. Disse que atualizará a reportagem assim que houver manifestação da defesa ou novos detalhes sobre a prisão.
Com informações da Agência Brasil



