Resolução veta importação e uso de todo o catálogo da empresa estrangeira no Brasil após alerta internacional
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a importação e o uso de todos os medicamentos fabricados pela empresa estrangeira Excelvision em todo o território nacional nesta quinta-feira (16). A determinação consta na Resolução-RE nº 2.821, de 16 de julho de 2026, publicada no Diário Oficial da União. O motivo da proibição é o descumprimento das boas práticas de fabricação após uma agência francesa detectar falhas graves nas normas de segurança da produção.
De acordo com o texto da resolução, a medida alcança todos os lotes e itens do catálogo da fabricante. Conforme as regras vigentes, nenhum estabelecimento pode comercializar ou utilizar os remédios no país. Contudo, se o paciente possuir algum produto da marca em casa, a orientação oficial exige interromper o uso imediatamente. O cidadão deve entrar em contato com o serviço de atendimento ao cliente da empresa ou com o local da compra para o recolhimento.
Inspeção na França motivou o alerta sobre os produtos Excelvision
Conforme o histórico do caso, a decisão da Anvisa fundamentou-se em um alerta sanitário internacional. A Agência Nacional de Segurança de Medicamentos e Produtos da França (ANSM) realizou uma inspeção nas instalações da Excelvision entre os dias 3 e 5 de junho de 2026. De acordo com os inspetores franceses, a fábrica apresentava falhas críticas nos processos de produção.
- Kalil e Mateus Simões trocam acusações sobre corrupção em debate
- Incêndio atinge depósito de materiais recicláveis no bairro São Geraldo, em Divinópolis
- Mega-Sena acumula para R$ 45 milhões e sorteia 6 números
- Divinópolis apura quedas de energia na Praça do Santuário
- Fabiano Cazeca e Têko inauguram Comitê Central de campanha com adesivaço em Itapecerica
Contudo, as irregularidades geraram a suspensão imediata de todas as atividades assépticas da empresa na França. Conforme as normas técnicas, esses métodos preparam produtos livres de microrganismos para evitar infecções. Como o laboratório perdeu a garantia de segurança, a agência francesa notificou as autoridades globais. De acordo com os protocolos de cooperação, a Anvisa aplicou a medida preventiva para proteger os brasileiros.
Riscos à saúde gerados após o veto da agência reguladora
Conforme a legislação sanitária, o descumprimento de boas práticas configura uma infração grave. A falha na esterilidade ou na precisão das fórmulas pode trazer contaminantes e comprometer a eficácia do tratamento. De acordo com os técnicos, o maior perigo mora na contaminação microbiológica por bactérias e fungos. Contudo, a Anvisa utiliza a interdição preventiva por cautela, mesmo sem relatos de pacientes prejudicados no Brasil.
A suspensão encontra amparo legal na Lei 6.360/1976. Conforme as regras de retomada, a empresa precisa passar por nova inspeção e comprovar a correção de todas as falhas. De acordo com as diretrizes para o setor regulado, farmácias e hospitais devem reter os estoques. Contudo, as vigilâncias locais realizarão a fiscalização contínua e podem aplicar multas pesadas. Se o cidadão identificar a venda de medicamentos da Excelvision após esta data, ele pode realizar uma denúncia no portal da Anvisa.




