Fábio Avelar e um possível retorno à ALMG

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Por -22/01/2026, às 06H07janeiro 23rd, 2026
prefeito de nova serrana fábio avelar
Foto: ALMG

Prefeito de Nova Serrana não descarta possibilidade, embora afirme que hoje o desejo é de concluir o mandato

  • Leia abaixo: Gleidson e ataques misóginos

Ainda sem confirmação oficial, o prefeito de Nova Serrana, Fábio Avelar (Avante), pode disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nas eleições de 2026. Avelar deixou a cadeira, após três mandatos, ao vencer às eleições de 2024 para a prefeitura do município do Centro-Oeste de Minas.

Cauteloso, o ex-deputado tem fama de manter suspense até os 45 minutos do segundo tempo. Analisa hipóteses, faz cálculos e, só então, decide.

À coluna, Avelar confirmou a possibilidade, embora ressalte que ainda se trata de uma hipótese em análise. Segundo ele, os rumores partem principalmente da população e de lideranças regionais. Sua saída da ALMG deixou um vácuo em municípios onde ele exercia posição majoritária.

“A gente vê que as pessoas estão sentindo falta da gente, eu era muito atuante”, afirma.

Apesar disso, ele diz que o desejo é cumprir o mandato de prefeito até o fim.

“Mas, nesses dois meses, vamos tomar a decisão. Hoje, eu não seria candidato. Pode mudar”, enfatiza dizendo que os próximos dois meses serão decisivos.

Atualmente no Avante, Avelar analisa convites de outros partidos para filiação. Um deles é o PSD. Ele estava na lista de políticos que se filiaram no fim do ano passado com o vice-governador Mateus Simões, mas, à época, não pôde participar do evento por motivos de saúde. Agora, também avalia convite do PSDB, do ex-governador Aécio Neves. Uma coisa ele garante: no Avante não ficará e busca um partido para tratativas futuras.

Gleidson e ataques misóginos

Poderia ser criativo em outro contexto. Mas o vídeo protagonizado pelo prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), soou misógino. Com um chapéu de bruxa, fez insinuações contra a vereadora Kell Silva e a deputada estadual Lohanna França, ambas do PV. Tudo isso porque não sabe receber críticas.

As duas parlamentares confrontaram o prefeito pelo subsídio concedido ao consórcio Transoeste, no valor de R$ 8 milhões. O recurso busca dar fôlego ao transporte público, que está há seis anos com a tarifa congelada. A bem da verdade, subsídios são necessários para manter um serviço de qualidade à população sem onerar os usuários.

Contudo, isso não impede que as parlamentares se posicionem e cobrem que a prestação do serviço justifique os milhões que saem dos cofres públicos. Mais linhas de ônibus, frota mais nova, entre outras melhorias. Tema que deve ser tratado com ainda mais intensidade a partir de agora, já que o município se prepara para licitar a nova concessão. O atual contrato se encerra em 2026.

Gleidson precisa aprender a lidar com críticas e aceitar que vereadores e deputados estão aí para fiscalizar, goste ele ou não. Daqui a mesmo de um ano ele pode estar nesta posição, já que é pré-candidato a deputado federal e caba a tal fiscalizar e legislar.

Oito milhões de reais não são qualquer trocado a ser ignorado. Com tanto dinheiro público envolvido, é necessário, sim, que vereadores e deputados fiscalizem cada centavo, sejam de oposição ou da base. Até aqui, além delas, apenas o vereador Vítor Costa (PT) demonstrou disposição para isso.

A construção de um contrato bem amarrado, que beneficie a população, começa agora — e não depois de os papéis estarem assinados.

Tarifa zero no pré-carnaval do Divivo

Após pedir a tarifa zero durante as provas do Enem, Kell também fez o mesmo requerimento para os foliões do pré-carnaval de Divinópolis marcado para o dia 7 de fevereiro. Conceder o benefício ou não, é função do prefeito.