Paciente teve fraturas no punho e no pé identificadas dias depois; UPA afirma que seguiu protocolos e realizou reavaliações
Um paciente vítima de um acidente de moto na segunda-feira (16/3), em Divinópolis, teve novas fraturas identificadas apenas dias após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto Cordeiro Martins. A família denuncia falhas no atendimento e na avaliação inicial do caso.
Segundo o relato, o homem foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após uma batida violenta contra um carro. Ao chegar à unidade, a equipe médica constatou uma fratura no fêmur, considerada evidente. No entanto, conforme a denúncia, exames de imagem foram realizados apenas na perna inicialmente.
Além disso, a família afirma que outras possíveis lesões não receberam a devida atenção no momento da admissão, mesmo diante da gravidade do acidente.
No dia seguinte (17/03), o paciente passou a reclamar de fortes dores na mão. Diante disso, a esposa questionou a equipe sobre a realização de raio-x no local. Após o exame, foi constatada uma fratura no punho.
Já no terceiro dia de internação (18/03), o paciente também relatou dor intensa no pé. Novamente, segundo a família, o exame só foi realizado após questionamento, quando se confirmou mais uma fratura.
De acordo com o relato, a situação levanta preocupação sobre a avaliação inicial do paciente. “São erros que podem custar a vida do paciente”.
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UPA afirma que seguiu protocolos clínicos
Em nota, a direção da UPA Padre Roberto Cordeiro Martins informou que todas as demandas e queixas do paciente foram acolhidas e atendidas pela equipe assistencial, conforme os protocolos adotados na unidade.
“A direção da UPA Padre Roberto Cordeiro Martins informa todas as demandas e queixas referidas pelo paciente foram devidamente acolhidas e atendidas pela equipe assistencial, seguindo os protocolos de avaliação clínica e reavaliação contínua adotados na Unidade.”
Ainda segundo a unidade, o paciente permaneceu sob monitorização constante e passou por reavaliações conforme a evolução do quadro clínico.
“Destaca-se que o paciente permaneceu sob monitorização durante sua permanência, sendo reavaliado conforme a evolução do quadro clínico e manifestação de novas queixas. A condução dos exames complementares foi realizada de forma direcionada, de acordo com os sinais, sintomas e achados clínicos apresentados em cada momento.”
A direção também destacou que, em casos de trauma, algumas lesões podem se manifestar de forma tardia, o que exige acompanhamento contínuo.
“Em cenários de trauma, algumas lesões podem se manifestar de forma tardia ou tornarem-se mais evidentes ao longo da evolução clínica, o que justifica a necessidade de reavaliações sucessivas e condutas progressivas, conforme observado no presente caso. Dessa forma, não houve omissão de assistência, sendo garantido ao paciente acompanhamento contínuo, investigação diagnóstica e manejo conforme a evolução.”



