Feminicídio em Arcos: mulher é enforcada, arremessada do 2º andar e morta pelo ex-companheiro

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Por -25/07/2026, às 11H22julho 25th, 2026
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Foto: Divulgação/PMMG

Suspeito de 47 anos tentou disparar contra a vítima, mas o revólver falhou quatro vezes; homem tirou a própria vida após cometer o crime no bairro Santa Efigênia

Um feminicídio seguido de suicídio chocou o bairro Santa Efigênia, em Arcos, no Centro-Oestre de Minas, na noite da última quinta-feira (23/07). Um homem de 47 anos tirou a vida de sua ex-companheira, de 54 anos, após estrangulá-la e arremessá-la do segundo andar do imóvel. Logo em seguida, o agressor tirou a própria vida.

Moradores da rua relataram à Polícia Militar (PM) que ouviram os gritos de socorro da vítima e, na sequência, um forte estalo. Ao irem para a rua conferir a situação, os vizinhos encontraram a mulher caída na calçada, rente ao portão de entrada do imóvel.

A Perícia Técnica da Polícia Civil e uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) compareceram ao local, confirmando o óbito de ambos no endereço.

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Sinais de estrangulamento e falha no revólver

Conforme a PM, a mulher apresentava sangramento na boca, um corte no queixo e um hematoma pronunciado no pescoço. Os exames preliminares apontaram sinais evidentes de estrangulamento provocado por uma corda antes da queda da estrutura.

Próximo ao corpo da vítima, os peritos recolheram um revólver calibre .32 municiado com seis cartuchos. As análises na arma revelaram que dois cartuchos permaneceram intactos e outros quatro foram picotados. A constatação indica que o agressor acionou o gatilho quatro vezes contra a mulher, mas a arma falhou em todos os disparos.

Apesar de o armamento apresentar numeração legível e regular, os policiais não puderam identificar a propriedade original do revólver. Além disso, a fechadura do portão da casa não continha sinais de arrombamento, embora o filho da mulher tenha afirmado que o homem já não possuía as chaves desde a separação.

Monitoramento por câmera e histórico de ameaças

O casal conviveu por aproximadamente um ano no mesmo imóvel. Contudo, após uma série de divergências, os dois se separaram e o homem deixou a casa há pouco mais de um mês.

Conforme registrado no boletim de ocorrência, o agressor exercia forte controle sobre a mulher. Durante o período em que moraram juntos, ele chegou a instalar uma câmera no interior da residência para vigiá-la. O equipamento só acabou removido após o término da relação.

O filho da vítima revelou ainda aos militares que a mãe já havia procurado as autoridades anteriormente. Após o fim do relacionamento, ela registrou um boletim de ocorrência contra o ex-companheiro denunciando episódios de agressão física e ameaças de morte.