Polícia Civil e Ministério Público apontam que namorado jogou carro contra carreta de forma intencional após discussão no bairro Santa Mônica
A investigação sobre a morte de Júlia Isadora Moreira de Lima, de 23 anos, trouxe uma reviravolta e a Polícia Civil trata o caso como feminicídio em Itaúna. A colisão aconteceu no dia 9 de maio no bairro Santa Mônica, logo após a jovem comemorar seu aniversário na noite anterior com amigos e o companheiro. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o namorado da vítima, Gustavo Henrique Rosa Pereira, de 21 anos. As apurações apontam que o suspeito jogou o veículo Chevrolet Celta intencionalmente contra uma carreta estacionada durante uma briga do casal.
Perícia técnica e dinâmica da colisão no bairro Santa Mônica
De acordo com os laudos da perícia técnica, os levantamentos no local afastaram a hipótese de acidente de trânsito. A investigação detalhou que, o condutor dirigia em alta velocidade e bateu contra a carreta sem acionar os freios ou tentar desviar.
Os peritos constataram que o impacto atingiu diretamente o lado direito do automóvel, onde a vítima estava no banco do passageiro. As equipes de resgate socorreram a jovem em estado grave, mas ela faleceu seis dias após dar entrada no Hospital Manoel Gonçalves.
Conforme apontaram as apurações, o suspeito abandonou o local do acidente antes da chegada da Polícia Militar e evitou o teste do bafômetro.
Dessa forma, a Justiça decretou a prisão do investigado logo após a alta médica para resguardar a coleta de provas.
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Relacionamento conturbado e denúncia por feminicídio ao MPMG
De acordo com os depoimentos de familiares e testemunhas, o casal mantinha um relacionamento de um ano e meio marcado por conflitos.
Conforme destacou o inquérito policial, o histórico do casal reunia agressões físicas, ameaças, ciúmes e comportamento controlador do jovem. A Promotoria de Justiça de Itaúna ofereceu denúncia por feminicídio no dia 3 de setembro e pediu o julgamento pelo Tribunal do Júri.
Se o júri popular condenar o suspeito, ele poderá cumprir uma pena entre 20 e 40 anos de prisão conforme a legislação. A comarca local informou que, a Justiça mantém a ação penal sob segredo para preservar o sigilo das provas anexadas ao processo.
Por fim, a Polícia Civil concluiu a transferência dos autos do inquérito e o acusado permanece à disposição do Judiciário.






