FIEMG vê potencial em crédito contra tarifaço norte-americano, mas exige cautela

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Por -23/07/2026, às 08H47julho 23rd, 2026
Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais - FIEMG; Foto: Divulgação/ Fiemg

Governo libera R$ 18,5 bilhões para indústrias afetadas por tarifas dos EUA, enquanto entidade mineira analisa real impacto das medidas

Na última quarta-feira (22/7), o Governo Federal disponibilizou R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito no Brasil para mitigar os impactos financeiros das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre as empresas exportadoras, além de atender setores afetados pela instabilidade no Golfo Pérsico. Diante dessa decisão, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avalia que a medida possui potencial positivo. Contudo, a entidade afirma que ainda não é possível saber se o volume e as condições serão suficientes diante da demanda real do setor produtivo.

Incertezas no mercado e impacto nas exportações

A tarifa adicional de 25% sobre os produtos brasileiros abrangidos pela medida entrou em vigor nesta quarta-feira (22/7). Conforme pontua a entidade, especialistas e gestores precisam acompanhar a reação de cada setor às novas condições comerciais.

Além disso, os analistas precisam avaliar a capacidade das empresas de diversificar seus mercados de destino. Nesse sentido, existe também a necessidade de verificar a possibilidade de absorção, pelo mercado interno ou por outros países, das mercadorias anteriormente exportadas para os Estados Unidos.

De acordo com o posicionamento institucional, a FIEMG segue acompanhando as medidas adotadas pelo governo norte-americano. Portanto, a federação defende que o governo brasileiro mantenha o caminho da diplomacia e da negociação. O objetivo principal busca um acordo entre Brasil e Estados Unidos que possibilite a redução ou a modulação das tarifas, além da ampliação da lista de exceções.

Risco de nova sobretaxa e exigências do setor

A entidade também acompanha atentamente os próximos passos da política comercial norte-americana. Afinal, existe a expectativa de conclusão, até o final desta semana, da investigação relacionada à proibição de importações de produtos fabricados com trabalho forçado.

A medida proposta prevê uma nova tarifa adicional de 12,5% para o Brasil. Caso o governo norte-americano confirme a decisão, o valor será cumulativo à tarifa adicional de 25% já em vigor. Consequentemente, o acréscimo totalizará 37,5 pontos percentuais de sobretaxas sobre os produtos abrangidos pelas duas medidas.

Por fim, a FIEMG reforça que o momento exige diálogo, previsibilidade e a adoção de medidas capazes de preservar a competitividade, os investimentos, a produção e os empregos da indústria brasileira.