Polícia Civil investiga uso de atestados e relatórios falsificados em fraudes e campanha beneficente com informações falsas
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu preventivamente, nesta segunda-feira (15), um homem de 43 anos suspeito de integrar um esquema de falsificação e distribuição de documentos médicos em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas. Além disso, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados à investigação.
Investigação começou após campanha beneficente
As investigações começaram após a identificação de uma campanha divulgada na internet para arrecadar recursos destinados ao suposto tratamento de uma criança com doença grave.
Para dar credibilidade ao pedido de doações, o investigado apresentava a menina como sua filha e divulgava fotografias, relatórios médicos e informações sobre uma cirurgia.
No entanto, os policiais descobriram que a imagem utilizada havia sido retirada de uma reportagem internacional sem relação com os fatos divulgados. Além disso, a investigação apontou que o relatório médico apresentado era falso.
Polícia identificou esquema de falsificação
Ao aprofundar as apurações, a Polícia Civil encontrou indícios de um esquema voltado à produção, comercialização e distribuição de documentos médicos falsificados.
Segundo a PCMG, o grupo utilizava indevidamente nomes, assinaturas, carimbos e registros profissionais de médicos regularmente inscritos nos conselhos de classe para elaborar atestados e relatórios falsos.
Além disso, os investigadores identificaram um local em Divinópolis utilizado para a entrega dos documentos.
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Documentos serviam para justificar ausências e aplicar fraudes
Conforme a investigação, os documentos falsificados serviam para justificar faltas em empresas e também para conferir aparência de legalidade a outras fraudes.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, documentos, dinheiro em espécie, máquina de cartão e outros materiais que passarão por perícia.
Suspeito atua como fisioterapeuta
De acordo com a Polícia Civil, o investigado atua regularmente como fisioterapeuta em Divinópolis.
Ele poderá responder por crimes como falsificação de documentos, uso de documento falso, falsidade ideológica e estelionato.
Enquanto isso, a PCMG continua as investigações para identificar possíveis beneficiários dos documentos falsificados, outras vítimas e eventuais participantes do esquema.




