Fraude contra o INSS em MG: Polícia Federal prende 25 suspeitos de esquema de R$ 86 milhões

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Por -26/08/2026, às 08H11agosto 26th, 2026
Operação da PF combate racismo digital em MG
Foto: PF/ Divulgação

Operação Leste do Espinhaço cumpriu mandados em nove municípios mineiros e no Espírito Santo para desarticular associação criminosa

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (25), a Operação Leste do Espinhaço para desarticular uma associação criminosa suspeita de fraude contra o INSS em MG. O grupo causou um prejuízo superior a R$ 86 milhões aos cofres públicos ao criar identidades falsas para obter benefícios previdenciários de forma irregular. Ao todo, a Justiça Federal autorizou 91 medidas judiciais, incluindo 25 mandados de prisão preventiva, 33 de busca e apreensão e 33 ordens de bloqueio patrimonial. As equipes policiais cumpriram as ordens em nove cidades de Minas Gerais e em São Gabriel da Palha, no Espírito Santo.

Cidades atingidas e cumprimento de mandados

De acordo com a Polícia Federal, os policiais cumpriram as ordens judiciais nos municípios mineiros de Ipatinga, Timóteo, João Monlevade, Ipaba, Belo Oriente, Matozinhos, Ribeirão das Neves, Engenheiro Caldas e São João do Manhuaçu.

Conforme detalhou a corporação, a operação também alcançou o estado do Espírito Santo na cidade de São Gabriel da Palha. A Justiça autorizou medidas de restrição patrimonial para assegurar o ressarcimento das quantias desviadas.

Contudo, os investigadores mantêm o trabalho de campo para identificar novos integrantes do grupo e mensurar o tamanho exato do prejuízo.

Como funcionava o esquema criminoso

De acordo com as investigações da PF, os suspeitos criavam pessoas fictícias e falsificavam documentos diversos para solicitar os pagamentos. A apuração apontou que, os criminosos adulteravam certidões de nascimento, documentos de identidade e comprovantes de residência.

Dessa forma, a quadrilha direcionava a maior parte dos golpes a benefícios voltados para idosos de baixa renda.

Contudo, os peritos já identificaram 457 benefícios com indícios de irregularidade, dos quais 240 continuavam ativos e gerando pagamentos no momento da operação.

Por fim, os investigados responderão pelos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa, além de enfrentarem o bloqueio de bens determinado pela Justiça.