Sindicato cobra garantias para os trabalhadores durante mobilização; Gerdau afirma que operações em Divinópolis seguem sem mudanças
Na manhã desta sexta-feira (28/08), o Sindicato dos Metalúrgicos realizou um ato em frente à unidade da Gerdau, em Divinópolis. A mobilização reuniu trabalhadores e representantes sindicais. O grupo defendeu, principalmente, a manutenção das atividades e dos postos de trabalho na cidade.
Durante o movimento, participantes fizeram pronunciamentos. Posteriormente, as falas também circularam pelas redes sociais. Além de defenderem a permanência da unidade, os trabalhadores cobraram garantias para os funcionários.
Ao PORTAL GERAIS, a Gerdau reforçou que as atividades em Divinópolis seguem normalmente. Segundo a empresa, não há alterações ou mudanças previstas para a usina do município.
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Caso em Pernambuco aumenta preocupação dos trabalhadores
A mobilização acontece em meio à preocupação dos trabalhadores após mudanças recentes promovidas pela Gerdau em Pernambuco.
Em agosto, a empresa reduziu atividades industriais na unidade Açonorte, no Recife. Com a reestruturação, cerca de 160 trabalhadores foram desligados. Além disso, a companhia interrompeu as operações dos setores de aciaria e laminação. Entretanto, manteve outras atividades da fábrica.
Na ocasião, a empresa relacionou a decisão a uma estratégia de otimização de ativos e revisão do modelo de negócios.
Diante desse cenário, o episódio em Pernambuco passou a integrar as preocupações apresentadas pelos trabalhadores de Divinópolis. Contudo, até o momento, a Gerdau não anunciou medida semelhante para a unidade divinopolitana.
Receba a notícia no seu celular. Participe do nosso grupo de WhatsAppSindicato defende manutenção da Gerdau em Divinópolis
Carlos, diretor do Sindicato Metabase e colaborador da Gerdau Mineração, afirmou que o ato busca fortalecer a defesa dos trabalhadores.
“Hoje estamos aqui convidado para a nossa luta a favor dos trabalhadores aqui de Divinópolis. É importante fortalecer essa luta, porque a Gerdau não tem nenhuma justificativa econômica para fechar essa unidade de Divinópolis”, afirmou.
Além disso, Carlos citou os resultados financeiros da companhia. Para o sindicato, os números demonstram que a empresa possui condições para manter as atividades e preservar os empregos.
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“No ano passado, a empresa teve um lucro superior a 10 bilhões de reais e, nesse ano, em dois trimestres a Gerdau já ultrapassou mais de 6 bilhões”, declarou.
O representante também mencionou a distribuição de dividendos aos acionistas. Dessa forma, questionou as prioridades da companhia diante das preocupações dos trabalhadores.
Trabalhadores cobram manutenção dos empregos
O diretor do sindicato também mencionou benefícios fiscais e financiamentos públicos recebidos pela companhia. Em seguida, defendeu uma contrapartida relacionada à manutenção dos postos de trabalho.
“Dinheiro do nosso imposto, o que ela tinha pelo menos era garantir os empregos dos trabalhadores.”
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Além de Carlos, outros trabalhadores que participaram do ato fizeram pronunciamentos. Entre as principais reivindicações, eles destacaram a preservação dos empregos e a continuidade das operações.
Além dele, Duda, representante de São João del-Rei, integrante da Federação Sindical Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais defendeu o envolvimento dos poderes municipal, estadual e federal caso alguma medida afete os funcionários.
“Se a Gerdau quizer fazer qualquer gracinha, com os trabalhadores e trabalhadoras, metalúrgicos de Divinóplis, vai ter luta e não
é pouca luta. Vamos envolver a prefeitura, vamos envolver o governo do Estado, vamos envolver o governo federal.”
Representantes de outras cidades participam do ato
Durante a manifestação, ele demonstrou apoio aos trabalhadores de Divinópolis, Itaúna e outras cidades da base sindical. Além disso, Jordano, metalúrgico de São João del-Rei defendeu a união da categoria.
“Já tivemos aqui, em outros momentos, uma greve muito forte onde nós paramos por quase uma semana as atividades aqui
na Gerdau para defender aí o reajuste digno, para defender a qualidade de vida para os trabalhadores e trabalhadoras e unificados naquele momento nós conseguimos avançar no processo de melhoria para os trabalhadores.”Ele ainda continua:
“Nós, trabalhadores e trabalhadoras, metalúgicos de Minas, somos 300 mil operários e operários nessas fábricas, produzindo a
riqueza desse país, onde as empresas, nos últimos cinco anos, principalmente no setor metalúgico-finerúgico, fizeram os melhores anos da sua história.”
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Saúde mental também entra no debate
Ao mesmo tempo, a manifestação abriu espaço para discussões sobre as condições de trabalho no setor metalúrgico, siderúrgico e de mineração.
Entre os problemas mencionados estão jornadas prolongadas, pressão por metas e assédio moral. Segundo um dos participantes, essas condições também podem afetar a saúde mental dos trabalhadores.
“No ano passado, companheiros e companheiras, meio milhão de brasileiros representados na presidência social. Ansiedade, crise do pânico, síndrome de burnout, depressão e aumentou do número de suicídio da classe trabalhadora, principalmente onde as jornadas são extenuantes com 12 horas.”
Nesse sentido, os participantes defenderam melhores condições de trabalho. Além disso, cobraram maior atenção à saúde mental e à qualidade de vida dos funcionários.
Gerdau afirma que atividades seguem normalmente
Apesar das preocupações apresentadas durante o ato, a Gerdau informou ao Portal Gerais que as atividades em Divinópolis seguem normalmente.
Além disso, a empresa reforçou que não há alterações ou mudanças para a usina de Divinópolis.
Até o momento, a companhia não anunciou fechamento ou redução das operações no município. A possibilidade de mudanças aparece nas manifestações como uma preocupação dos trabalhadores e do movimento sindical, sobretudo diante do episódio recente registrado em Pernambuco.


