Gestantes de Bom Despacho recebem kits do programa Filhos de Minas; veja como funciona

Minas Gerais
Por -26/11/2025, às 13H26novembro 26th, 2025
Gil Leonardi / Imprensa MG

A iniciativa do Governo de Minas já entregou 11 kits para gestantes acompanhadas pela Atenção Primária em Bom Despacho; benefício incentiva o pré-natal e atende, prioritariamente, mulheres do Bolsa Família

O programa Filhos de Minas ampliou o cuidado no pré-natal e reforçou o acolhimento às gestantes em situação de vulnerabilidade. Desde o lançamento da iniciativa, em fevereiro de 2025, o Governo de Minas distribuiu milhares de kits de enxoval para incentivar o acompanhamento das consultas e, assim, melhorar os indicadores materno-infantis. Em Bom Despacho, 11 mulheres já receberam o benefício.

Kits reforçam adesão ao pré-natal

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) investiu mais de R$ 12 milhões na ação e prevê entregar 39 mil kits em todo o estado. O benefício atende gestantes acompanhadas na Atenção Primária, especialmente aquelas que recebem Bolsa Família. Para garantir o kit, elas precisam cumprir todo o cronograma de consultas e exames do pré-natal.

Na macrorregião Oeste, Bom Despacho recebeu 198 kits, sendo 11 entregues às gestantes do município. Entre as beneficiadas, Maria Alice Gorgosinho, moradora de Bom Despacho, recebeu o enxoval na UBS JK. “O kit ajuda muito e incentiva a gente a fazer todo o pré-natal. Quero tudo de bom para o meu filho”, disse.

Município fortalece ações de prevenção

A referência técnica de Saúde da Mulher e da Criança da Regional de Divinópolis, Lucimara Osório, ressaltou que o Filhos de Minas segue as diretrizes do Plano Estadual de Saúde e integra a qualificação da rede obstétrica. A meta é reduzir mortes maternas e infantis até 2027. “O incentivo melhora a adesão ao pré-natal completo e fortalece o cuidado na Atenção Primária”, afirmou.

A secretária de Saúde de Bom Despacho, Tamara Bicalho, também reforçou que o município intensificou ações de prevenção. Gestantes de alto risco recebem acompanhamento no Centro de Especialidades, e todos os exames de ultrassom são feitos na maternidade local. “O kit chega em boa hora para famílias em situação de vulnerabilidade. Representa acolhimento e garante um enxoval digno para quem muitas vezes não teria como arcar com esses itens”, destacou.

Metas para reduzir mortalidade materna e infantil

O Estado busca reduzir a Razão de Mortalidade Materna de 40 para 30 por 100 mil nascidos vivos e diminuir a mortalidade infantil de 11,4 para 9,9 por mil até 2027. Para isso, a referência de investigação de óbito da Regional de Divinópolis, Nayara Dornela, reforça a importância da atuação dos Comitês Municipais de Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal.

“As principais causas de óbitos infantis estão relacionadas ao período perinatal e os óbitos maternos são mais frequentes por doenças hipertensivas e hemorragias. A vigilância analisa cada caso para apoiar melhorias na assistência e prevenir mortes evitáveis”, explicou.