Saída do ex-prefeito de Divinópolis gera críticas no Novo e muda articulações políticas em Minas
O ex-prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, oficializou sua saída do Partido Novo e se filiou ao Republicanos, mesmo partido de seu irmão, o senador Cleitinho Azevedo. A decisão, anunciada neste domingo (5), provoca repercussão no cenário político mineiro e altera estratégias eleitorais para 2026.
O movimento confirma o novo projeto político do ex-prefeito. Embora tenha declarado pública a pré-candidatura a deputado federal, Gleidson tem costurado uma possível candidatura ao Senado Federal com o apoio do irmão. Cleitinho tem liderado pesquisas ao governo de Minas.
Presidente do Novo critica decisão
A saída do ex-prefeito gerou reação imediata dentro do Novo. O presidente do partido em Minas Gerais, Christopher Laguna, criticou a decisão e a forma como ela ocorreu. Em declaração ao portal O Fator, Laguna demonstrou insatisfação com a condução do processo.
“Como a gente quer uma mudança na política do Brasil se as pessoas não cumprem com a própria palavra delas? Muito difícil”, afirmou.
Segundo apuração do o Fator, dirigentes do Novo em Minas Gerais souberam da desfiliação por meio da própria reportagem publicada neste domingo pelo site. Portanto, a saída surpreendeu a cúpula do partido e evidenciou desgaste interno.
Novo já havia liberado apoio a Cleitinho
Apesar das críticas, o Novo já havia flexibilizado a relação com Gleidson em um ponto estratégico. Conforme mostrou O Fator, o partido liberou o ex-prefeito para apoiar o irmão, caso Cleitinho Azevedo confirmasse candidatura ao governo de Minas Gerais.
No entanto, a expectativa do partido era manter Gleidson em seus quadros. Assim, a desfiliação representou uma mudança de rota não prevista pela direção estadual.
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Planos eleitorais foram frustrados
O diretório estadual do Novo trabalhava, desde 2025, com dois cenários principais envolvendo Gleidson Azevedo. Inicialmente, o partido pretendia lançá-lo como cabeça de chapa para deputado federal.
A projeção interna indicava que o ex-prefeito poderia ultrapassar 300 mil votos. Com isso, o partido buscava fortalecer sua nominata e ampliar a bancada em Brasília.
Além disso, havia uma segunda articulação em andamento. Nesse cenário, Gleidson poderia ocupar a vaga de vice-governador em uma possível candidatura à reeleição do governador Mateus Simões, do PSD.
Inclusive, o próprio governador mencionou essa possibilidade em entrevistas recentes.
Filiação ao Republicanos muda cenário
Apesar dos planos, Gleidson decidiu se filiar ao Republicanos e seguir um novo caminho político. Agora, ele passa a construir sua pré-candidatura ao Senado, em alinhamento com o grupo político do irmão.
Com isso, a mudança fortalece a presença da família Azevedo no cenário estadual. Ao mesmo tempo, reposiciona forças políticas em Minas Gerais, especialmente no campo da direita.
Impactos políticos e próximos passos
A saída de Gleidson do Novo gera impacto direto na estratégia do partido para 2026. Isso porque o partido perde um nome com potencial eleitoral expressivo.
Por outro lado, o Republicanos amplia sua base política e ganha um reforço importante para a disputa ao Senado. Além disso, a movimentação pode influenciar novas alianças e redefinir composições no estado.



