Prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo afirma em vídeo que é contra o aumento de 42% no salário dos vereadores
O prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), se posicionou publicamente contra o reajsute de 42% no salário dos vereadores, aprovado pela Câmara Municipal para a próxima legislatura. Em vídeo divulgado nas redes sociais, nesta terça-feira (23/12), o chefe do Executivo afirmou que não vai sancionar a lei e rebateu críticas de que teria se beneficiado do reajuste.
“Eu quero deixar bem claro aqui que eu sou totalmente contra, e eu não vou sancionar essa lei”, declarou o prefeito.
Prefeito diz que não “fica em cima do muro”
No vídeo, Gleidson afirmou que decidiu se manifestar após ser novamente questionado pela população sobre o tema. Conforme ele, tentam envolvê-lo em uma decisão que cabe exclusivamente ao Legislativo.
“Eu tô aqui pra poder me posicionar mais uma vez, porque eu não fico em cima do muro”, disse.
O prefeito também negou que tenha votado ou articulado qualquer reajuste para o próprio salário. “Os poderes são totalmente independentes. Essa ação da Câmara é da mesa diretora”, afirmou, reforçando que cada poder deve responder por seus atos.
“Tenho moral para falar”, afirma Gleidson
Durante a fala, o prefeito citou medidas de austeridade adotadas desde o início do mandato para justificar sua posição contrária ao aumento.
“Eu tenho moral para poder falar, porque eu tenho austeridade com a máquina pública”, disse. Em seguida, listou decisões como abrir mão de carro oficial à disposição, cartão corporativo e reembolso de viagens, afirmando que utiliza recursos próprios nessas situações.
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Aumento aprovado para a próxima legislatura
Os vereadores aprovaram o reajuste que eleva o subsídio mensal de R$ 12.225,59 para R$ 17.387,30, válido para a legislatura de 1º de janeiro de 2029 a 31 de dezembro de 2032. Além do novo valor, o texto garante 13º salário, revisão anual pelo INPC e desconto proporcional em caso de faltas injustificadas.
A medida não produz efeitos imediatos e só entra em vigor na próxima legislatura.
Justificativa cita pandemia e inflação
Na justificativa do projeto, os autores sustentam que não se trata de aumento real, mas de recomposição. Em 2020, durante a pandemia de Covid-19, os parlamentares aprovaram uma redução de 25% no subsídio.
O texto afirma que “não se propõe um aumento real da remuneração dos Vereadores, mas apenas a restituição do subsídio ao status anterior à sua redução por exigência de calamidade em saúde”. Ainda segundo a justificativa, o reajuste busca preservar o valor da remuneração diante da inflação acumulada e adequá-la às responsabilidades do cargo.
Veto deve ser derrubado, diz prefeito
Ao final, Gleidson explicou por que não pretende vetar formalmente o projeto, mesmo sendo contra.
“Eles já avisaram que, se eu vetar, eles vão derrubar meu veto. Então a minha caneta, pra isso, não vale nada. Mas a minha caneta vale quando é uma ação da prefeitura”, concluiu.
Quando o prefeito não sanciona nem veta um projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal dentro do prazo legal, o presidente da Câmara Municipal tem o dever de promulgá-lo para que se torne lei.



