Governo cria auxílio para pacientes que fazem radioterapia pelo SUS

Minas Gerais
Por -22/10/2025, às 18H48outubro 22nd, 2025
Divulgação/Valter Campanato

Benefício garante até R$ 300 por dia para custear transporte, alimentação e hospedagem durante o tratamento

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira (22/10), em Brasília, um novo pacote de medidas para ampliar os serviços de radioterapia oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as ações, está a criação de um auxílio financeiro que ajudará pacientes com gastos de transporte, alimentação e hospedagem durante o tratamento contra o câncer.

O benefício garantirá R$ 150 para o deslocamento e R$ 150 por dia para alimentação e hospedagem, tanto para o paciente quanto para o acompanhante.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as mudanças “colocam a radioterapia em outro patamar, em relação ao cuidado ao paciente com câncer”.

Ampliação dos serviços

O governo também vai repensar a forma de financiamento dos serviços de radioterapia. Agora, os repasses serão feitos conforme o número de pacientes atendidos, estimulando o uso total dos equipamentos disponíveis.
Unidades que tratarem mais de 60 novos pacientes por acelerador linear o aparelho usado nas sessões poderão receber até 30% a mais por procedimento.

“Essa é uma nova lógica para usar a capacidade ociosa e reduzir o tempo de espera de quem aguarda o tratamento”, explicou Padilha.

Além disso, serão criados centros regionais de diluição de medicamentos oncológicos, o que deve reduzir desperdícios e otimizar recursos.

Centralização de compras e redução de custos

Outra medida anunciada é a centralização da compra de medicamentos de alto custo para tratamento oncológico. A União passará a adquirir diretamente os remédios, o que, segundo o ministério, pode reduzir os preços em até 60%.

Durante o período de transição, estados e municípios serão reembolsados em 80% dos valores judicializados referentes a medicamentos oncológicos.

Parceria com o setor privado

O governo federal também vai mobilizar clínicas e hospitais privados que possuam equipamentos de radioterapia, exigindo que ao menos 30% da capacidade seja destinada ao SUS por, no mínimo, três anos.

“Não tem como consolidar uma rede pública sem atrair a estrutura privada que já existe no país”, destacou Padilha.

As medidas integram o programa Agora Tem Especialistas, criado em maio, que busca reduzir o tempo de espera por atendimentos especializados na rede pública.