Benefício garante até R$ 300 por dia para custear transporte, alimentação e hospedagem durante o tratamento
O Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira (22/10), em Brasília, um novo pacote de medidas para ampliar os serviços de radioterapia oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as ações, está a criação de um auxílio financeiro que ajudará pacientes com gastos de transporte, alimentação e hospedagem durante o tratamento contra o câncer.
O benefício garantirá R$ 150 para o deslocamento e R$ 150 por dia para alimentação e hospedagem, tanto para o paciente quanto para o acompanhante.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as mudanças “colocam a radioterapia em outro patamar, em relação ao cuidado ao paciente com câncer”.
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Ampliação dos serviços
O governo também vai repensar a forma de financiamento dos serviços de radioterapia. Agora, os repasses serão feitos conforme o número de pacientes atendidos, estimulando o uso total dos equipamentos disponíveis.
Unidades que tratarem mais de 60 novos pacientes por acelerador linear o aparelho usado nas sessões poderão receber até 30% a mais por procedimento.
“Essa é uma nova lógica para usar a capacidade ociosa e reduzir o tempo de espera de quem aguarda o tratamento”, explicou Padilha.
Além disso, serão criados centros regionais de diluição de medicamentos oncológicos, o que deve reduzir desperdícios e otimizar recursos.
Centralização de compras e redução de custos
Outra medida anunciada é a centralização da compra de medicamentos de alto custo para tratamento oncológico. A União passará a adquirir diretamente os remédios, o que, segundo o ministério, pode reduzir os preços em até 60%.
Durante o período de transição, estados e municípios serão reembolsados em 80% dos valores judicializados referentes a medicamentos oncológicos.
Parceria com o setor privado
O governo federal também vai mobilizar clínicas e hospitais privados que possuam equipamentos de radioterapia, exigindo que ao menos 30% da capacidade seja destinada ao SUS por, no mínimo, três anos.
“Não tem como consolidar uma rede pública sem atrair a estrutura privada que já existe no país”, destacou Padilha.
As medidas integram o programa Agora Tem Especialistas, criado em maio, que busca reduzir o tempo de espera por atendimentos especializados na rede pública.





