Governo de Minas conclui a transição da frota oficial de veículos flex da gasolina para o etanol, amplia ações de energia limpa e fortalece políticas de sustentabilidade em 2025.
O Governo de Minas Gerais concluiu a transição do abastecimento da frota oficial de veículos flex da gasolina para o etanol, consolidando uma das principais ações de sustentabilidade do Estado em 2025. A medida, coordenada pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), integra a política “Na Hora de Abastecer, Escolha o Etanol”, prevista no Plano Estadual de Ação Climática (PLAC), e tem como foco a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Entre junho e outubro de 2025, o Estado alcançou 90% dos abastecimentos com etanol nos veículos flex da frota oficial. Assim, Minas reforça o uso de um combustível renovável, menos poluente e alinhado às metas ambientais assumidas pelo governo.
Frota estadual prioriza combustível renovável
A mudança ganhou escala graças ao modelo de Gestão Total dos Abastecimentos (GTA), que coordena 77 postos próprios em 66 municípios. Atualmente, 75% de todo o volume de combustível utilizado pelo Estado já provém de fontes renováveis. Isso, conforme o govern, fortalece a política de baixo carbono e reduz a dependência de combustíveis fósseis.
De acordo com a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Silvia Listgarten, a iniciativa representa uma transformação estrutural na rotina do serviço público.
“A rotina do serviço público está sendo transformada ao priorizarmos tecnologias ambientalmente adequadas e soluções práticas. Seja ao abastecer um veículo com etanol, ao reaproveitar um móvel pela Bolsa 2.0 ou ao contratar energia limpa, o Governo de Minas está dando o exemplo de como conciliar crescimento econômico no presente com a preservação do futuro. Nosso objetivo é entregar um Estado profundamente comprometido com as próximas gerações”, afirmou.
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Energia limpa e mercado livre avançam em 2025
Além da frota, a Seplag-MG avançou em outras frentes estratégicas de sustentabilidade. Em 2025, o Estado promoveu uma consulta pública para contratação de energia elétrica de fontes renováveis — solar, eólica, biomassa e hidráulica — no Ambiente de Contratação Livre (ACL), também conhecido como mercado livre de energia.
A iniciativa faz parte do Projeto Energia Verde (PEV). Ela busca migrar as unidades de média tensão do Estado para o ACL. Desta forma, garantindo previsibilidade orçamentária, redução de custos e substituição de fontes fósseis por recursos que se regeneram naturalmente.
Compras públicas e economia circular
A agenda ambiental também avançou nas compras públicas de baixo carbono. O Governo de Minas firmou um Acordo de Cooperação Técnica com o Instituto Jataí para estruturar uma estratégia sustentável baseada no impacto dos cerca de R$ 3 bilhões anuais movimentados pelo Estado em aquisições.
No campo da economia circular, a Seplag-MG lançou a Bolsa 2.0 – Reutilize Materiais, uma plataforma digital que permite a doação e o reaproveitamento de bens entre órgãos públicos. Com isso, materiais ociosos ganham nova utilidade, enquanto o Estado reduz desperdícios e elimina burocracias físicas.
Contratações sustentáveis ganham regras claras
O avanço foi reforçado pelo Decreto Estadual nº 48.938/2024, que estabeleceu critérios obrigatórios de sustentabilidade nas contratações públicas. A norma orienta gestores a priorizarem produtos e serviços que utilizem água e energia de forma eficiente. Além disso, que reduzam poluentes e gases de efeito estufa.
Para apoiar a aplicação prática do decreto, a Seplag-MG revisou manuais de compras sustentáveis. Assim, incluindo itens de material de escritório, lâmpadas, reatores e informática, incorporando avanços tecnológicos e responsabilidade socioambiental desde o planejamento até o descarte.
Trânsito: pátios limpos e menos riscos à saúde
No setor de trânsito, o Governo de Minas implementou o programa Pátio Zerado, em parceria com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A iniciativa viabiliza o leilão de veículos apreendidos com impedimentos judiciais que permaneciam anos em pátios credenciados.
No projeto piloto, 1.556 veículos entram em leilão já na fase inicial. A ação reduz focos de doenças como a dengue e transforma veículos abandonados em receita para quitação de débitos tributários e operacionais.
Além disso, o Estado abriu consulta pública para o novo sistema de Leilões Digitais. A iniciativa busca tornar o processo mais ágil, transparente e alinhado às boas práticas de gestão pública sustentável.



