Governo quer ampliar em 40% atendimento nos hospitais universitários

Minas Gerais
Por -16/09/2025, às 07H30setembro 16th, 2025
1,9 bilhão de procedimentos médicos foram registrados em 2023. Imagem: Freepik

Rede realizou mutirão de serviços no último fim de semana

O presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), Arthur Chioro, afirmou nesta segunda-feira (15) que uma das prioridades do governo federal é aumentar em 40% o atendimento nos hospitais universitários do país. A meta deve ser alcançada até 2026, período em que está prevista a entrega de 13 novas unidades.

Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, Chioro destacou a relevância dessas instituições no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Em muitos lugares do país, é só nos hospitais universitários que temos certos especialistas e procedimentos, por isso a importância deles”, explicou.

Mutirão nacional

No último sábado (13), a rede EBSERH promoveu o segundo mutirão de atendimentos, com o objetivo de reduzir a fila de espera do SUS. A mobilização envolveu 45 hospitais, cerca de 5 mil profissionais e ocorreu em 24 estados e no Distrito Federal.

Foram realizados 34 mil atendimentos, quase o triplo da primeira edição, em julho, que registrou 12 mil. As especialidades variaram conforme a demanda local, incluindo cirurgias oftalmológicas, ortopédicas e oncológicas.

A ação faz parte do programa Agora Tem Especialistas, desenvolvido em parceria pelos ministérios da Educação e da Saúde, com a EBSERH responsável pela gestão dos hospitais universitários federais.

Um novo mutirão já tem data marcada: 13 de dezembro. A população pode acessar o serviço pelas unidades básicas de saúde, que farão o encaminhamento, ou pelos próprios hospitais universitários, em casos de pacientes já acompanhados e que não foram atendidos em edições anteriores.

Presença presidencial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou parte das atividades no Hospital Universitário de Brasília (HUB), ligado à Universidade de Brasília (UnB). Ele ressaltou o papel do SUS durante a pandemia de covid-19 e afirmou que “não há esquerda ou direita quando se fala em saúde da população”.