Governo vai migrar 4 milhões de contratos para app do consignado CLT

Minas Gerais
Por -19/08/2025, às 07H00agosto 19th, 2025
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Foto: Agência Minas

Trabalhador poderá escolher banco com melhores condições pelo celular

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) inicia, nesta quinta-feira (21), a migração de cerca de 4 milhões de contratos antigos de crédito consignado para a plataforma Crédito do Trabalhador, disponível no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e também na internet. A medida deve ser concluída até novembro.

Com a mudança, funcionários que possuem operações antigas poderão fazer a portabilidade de seus empréstimos diretamente pelo celular, escolhendo entre mais de 70 bancos e instituições financeiras credenciadas, sem precisar passar por processos presenciais.

Como era antes

No modelo antigo, apenas o banco que tinha convênio com a empresa poderia oferecer o crédito consignado, restringindo a escolha do trabalhador. Esse formato será extinto em novembro.

Agora, com o Consignado para CLT, os dados do trabalhador ficam disponíveis no eSocial e podem ser acessados pelas instituições financeiras, ampliando a concorrência e permitindo taxas de juros mais baixas.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a linha de crédito consignado privado pode ultrapassar R$ 120 bilhões em volume ainda em 2025.

Como funciona

O trabalhador autoriza o compartilhamento de dados no aplicativo Carteira de Trabalho Digital;

Em até 24 horas, bancos e financeiras enviam propostas;

O trabalhador escolhe a instituição com melhores condições;

As parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento;

É permitido comprometer até 35% da renda mensal.

Ampliação gradual

Essa é a quarta etapa da ampliação do programa. Desde abril, a portabilidade passou a ser possível dentro do mesmo banco, depois entre bancos diferentes e, desde junho, em qualquer instituição participante. Agora, a novidade é que a migração das operações antigas também passa a ser feita pelo app oficial do governo.

De março até agora, já foram contratados R$ 27,8 bilhões em empréstimos nessa modalidade, somando 5,6 milhões de contratos. A maior parte dos tomadores (60%) ganha até quatro salários mínimos.