Categoria vota rumos do movimento que afeta 48 escolas e 32 unidades de saúde
Setores administrativos, saúde e serviços urbanos aderiram, como previsto, à greve dos servidores municipais nesta segunda-feira (6/7) em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas. Até então, apenas os profissionais da educação havia cruzado os braços contra o projeto da Reforma da Previdência.
Servidores da educação e do quadro geral se reuniram na porta do Centro Administrativo – sede da prefeitura na manhã de hoje. Em seguida, sairam em caminhada até à Praça da Bíblia para uma assembleia que definiu os próximos passos do movimento.
O motivo da greve da educação em Divinópolis
A categoria exige que o município retire integralmente o projeto da reforma previdenciária após a falta de um consenso nas negociações anteriores. Na última sexta-feira, os profissionais da educação realizaram também um protesto em frente à Secretaria Municipal de Educação.
Atualmente, o movimento atinge o funcionamento de 48 escolas e 32 unidades de saúde da rede pública municipal.
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Impacto nos colégios e posicionamento anterior do município
Anteriormente, a forte adesão dos profissionais interrompeu as atividades escolares em 41 das 50 escolas municipais. Até o momento, o Executivo municipal não se manifestou a respeito da nova assembleia. No entanto, vale relembrar o teor da nota oficial que a administração divulgou na última sexta-feira:
“A Prefeitura de Divinópolis informa que respeita a decisão dos servidores públicos municipais que optaram pela paralisação de suas atividades, reconhecendo que o direito de greve é uma garantia assegurada pela Constituição Federal e deve ser exercido dentro dos limites estabelecidos pela legislação vigente.
Da mesma forma, a Administração Municipal reafirma que os servidores que decidirem não aderir ao movimento grevista também devem ter seu direito constitucional ao trabalho integralmente preservado, sem qualquer tipo de constrangimento, intimidação ou impedimento para o exercício regular de suas funções.
A Prefeitura destaca, ainda, que, embora a educação não seja classificada pela legislação como serviço essencial para fins de greve, trata-se de uma atividade indispensável para milhares de famílias divinopolitanas. A suspensão das aulas impacta diretamente a rotina de pais e responsáveis, especialmente daqueles que dependem da escola para conciliar suas atividades profissionais, além de afetar o processo de aprendizagem dos estudantes.
A Administração Municipal continuará adotando todas as medidas legais e administrativas necessárias para garantir o funcionamento dos serviços públicos, preservar os direitos de todos os servidores e minimizar os impactos da paralisação à população.”




