Prefeitura de Divinópolis propôs passaginha de R$ 6 e auxílio de R$ 500 mil por mês ao consórcio Transoeste; Empresa recusou
Ne acordo e com a greve dos ônibus confirmada para sexta-feira (17/4), a Prefeitura de Divinópolis decidiu suspender o subsídio ao Consórcio Transoeste após impasse nas negociações sobre reajuste salarial e custos do transporte público. A medida foi definida nesta quarta-feira (15), durante reunião online entre representantes da empresa, do sindicato e da equipe jurídica do município.
O encontro teve como objetivo buscar um acordo que atendesse às reivindicações dos trabalhadores, respeitasse a capacidade financeira da prefeitura e garantisse a continuidade do serviço. No entanto, as partes não chegaram a um consenso.
Na reunião anterior, realizada na segunda-feira (13/4), o consórcio havia apresentado proposta com vale-alimentação de R$ 800, reajuste salarial de 8% e manutenção da gratificação paga aos motoristas que também atuam como cobradores. Após mediação da prefeita Janete Aparecida, o sindicato aceitou os termos, aguardando apenas a formalização.
Entretanto, nesta quarta-feira, a empresa mudou de posicionamento e passou a exigir aumento no subsídio público, com valores acima da capacidade financeira do município. Além disso, discutiu-se a possibilidade de repassar os custos à tarifa, que poderia chegar a R$ 6,58.
Prefeitura apresenta contraproposta com reajuste da passaginha
Diante do cenário, a prefeitura apresentou uma alternativa. A proposta previa reajuste da passagem para R$ 5,50 no cartão, utilizado por cerca de 90% dos passageiros, e R$ 6,00 para pagamento em dinheiro, a partir de maio. Ao mesmo tempo, encerraria o subsídio atual, substituindo por um auxílio mensal de R$ 500 mil destinado ao combustível.
- Câmara e OAB promovem Semana Jurídica com atendimento gratuito em Divinópolis
- Cemig orienta festas juninas sobre ligação provisória em Minas
- Neymar está convocado para a Copa do Mundo de 2026
- Confira a lista de convocados para a Copa do Mundo 2026
- AGORA: Convocação para Copa do Mundo 2026; Acompanhe ao vivo
Apesar disso, o consórcio rejeitou a proposta e indicou que ofereceria apenas 3% de reajuste salarial aos motoristas. O sindicato, por sua vez, também demonstrou insatisfação com o novo percentual, considerando o índice insuficiente.
A prefeita criticou a mudança de postura da empresa e afirmou que não aceitará medidas que comprometam os recursos públicos ou imponham aumento considerado abusivo à população.
Segundo ela, a gestão seguirá aberta ao diálogo, mas manterá três princípios: respeito aos trabalhadores, responsabilidade fiscal e compromisso com os usuários do transporte coletivo.



