Sindicatos mantêm paralisação por tempo indeterminado e cobram que a Prefeitura reabra o diálogo com a categoria
A aprovação da reforma da Previdência dos servidores municipais de Divinópolis, nesta terça-feira (7/7), não encerrou a greve geral. Logo após a votação na Câmara Municipal, os servidores realizaram uma assembleia em frente ao Legislativo e decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado.
Segundo os sindicatos, a categoria seguirá mobilizada até que a Prefeitura apresente uma nova proposta e retome as negociações sobre os pontos considerados mais prejudiciais da reforma.
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Assembleia confirma continuidade da greve
Logo após a votação, ainda em frente a câmara municipal de Divinópolis, os servidores realizaram uma assembleia para definir os próximos passos do movimento. Por unanimidade, a categoria decidiu manter a greve.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram), Marco Aurélio Gomes, afirmou que o movimento continuará e deverá ganhar o apoio de outros setores da administração municipal.
“A greve continua. A categoria deliberou pela continuidade do movimento. Agora é hora de conscientizar os outros setores que permaneceram em atividade para fortalecer a mobilização.”
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Categoria pede reabertura das negociações
Além da continuidade da paralisação, Marco Aurélio afirmou que os servidores ainda esperam que a Prefeitura reveja os principais pontos da reforma.
“Esperamos que ela envie uma proposta modificativa e avance naquilo que apresentamos. Nós fizemos concessões para construir um acordo. Mesmo assim, o projeto continua muito prejudicial para os servidores.”
Conforme o presidente do Sintram, as mudanças aprovadas afetam diretamente o futuro dos trabalhadores.
“É o nosso futuro que está em jogo. Por isso, apelamos para o bom senso e esperamos que os principais pontos da reforma sejam revistos.”
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Educação mantém mobilização
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal de Divinópolis (SINTEMD), Rodrigo Rodrigues, afirmou que a categoria também permanecerá mobilizada.
De acordo com ele, os sindicatos continuam dispostos a discutir uma nova proposta, desde que haja abertura para negociações.
“Nós nunca fechamos as portas. Queremos algo mais justo e equilibrado. A Prefeitura pediu cinco anos a mais de contribuição. Nós propusemos três anos. No entanto, não houve contraproposta. É preciso negociar de fato.”
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Além disso, Rodrigo afirmou que os servidores ficaram frustrados com o processo de negociação conduzido nas últimas semanas.
“Investimos tempo e apresentamos propostas fundamentadas. Mesmo assim, saímos com uma sensação de decepção porque o diálogo não avançou como esperávamos.”
Greve segue por tempo indeterminado
Enquanto não houver uma nova negociação, os sindicatos manterão a paralisação por tempo indeterminado.
Ao mesmo tempo, as entidades pretendem ampliar a mobilização entre os servidores municipais e continuam defendendo mudanças na reforma aprovada pela Câmara.




