História de Vitalino Máximo é relatada em livro

Seguindo o exemplo solidário do personagem, os valores arrecadados pelas vendas do livro, serão destinados à trabalhos de evangelização

Foi lançado, em Divinópolis, o livro “O Máximo da Vida”, que conta a história de Vitalino Máximo Elias. O personagem principal da publicação é conhecido na cidade, pela dedicação que ele teve ao trabalho voluntário, dedicado em 50 anos, dos 70 de vida.

Vitalino trabalhou em diversas instituições em Divinópolis, dentre elas a Vila Vicentina e inclusive transformou até a própria casa em um centro de apoio, para auxiliar famílias carentes, além de ajudar também os idosos.
Ideia do livro

Valdirene Vilela, uma dos filhos de Vitalino, contou ao PORTAL GERAIS que inicialmente, a ideia era produzir o livro com o pai ainda em vida, devido a alguns registros que ele fazia, com os pequenos milagres que eram obtidos através da fé.

“Ele começou a fazer alguns registros que pensamos que ele acreditava que era importante, pois foram muitos pequenos milagres que aconteceram e que nós sabíamos que era da fé que ele depositava, pois ele assumia compromissos altos sem ter condições. E no momento em que chegava a hora de pagar, ele falava “você tem que me ajudar, estou fazendo a minha parte” e o dinheiro aparecia. Então sabia dessa importância da lealdade de Deus com ele e dele com Deus”, declarou.

Porém, Vitalino adoeceu e os registros foram encontrados posteriormente, segundo Valdirene. Então, foi decidido que a família iria escrever o livro, mas eles não conseguiam, devido ao fato de estarem tomados pela emoção. Com isso, a Guliver Editora reconheceu que a história de vida do personagem merecia ser publicada e foram atrás de um escritor. Nisso, os familiares conheceram Talita Camargos.

Produção

Talita Camargos recolheu depoimentos de pessoas próximas à Vitalino, para a produção do livro – Foto: Divulgação

Ao PORTAL GERAIS, Talita, que por um ano, recolheu depoimentos de amigos e familiares de Vitalino, contou que não o conhecia, mas ao saber da história de vida dele, pela primeira vez, ficou maravilhada com o que foi relatado.

“Nessa surpresa de ficar maravilhada, eu permaneci assim do início ao fim, dentre este um ano e a minha relação com todos da família, se tornou de amizade e me senti muito conectada ao Vitalino, como se ele estivesse presente, porque eu conheci a fundo a história e creio que existem relatos no livro que, como eu conversei com muita gente tem algo que alguém da própria família não sabia e soube através desse processo”, detalhou.

Além disso, a escritora declarou também que Vitalino contava histórias e parábolas para educar os quatro filhos, deixando assim o grito e o autoritarismo de lado. Conhecido pela sua religiosidade, o personagem principal da publicação deixou muitas lições, de acordo com Talita.

“Naquela época, ele já tinha essa questão de aceitar o outro, não importa se fosse de uma religião diferente, então creio que é uma lição para os nossos tempos também. Não era um homem machista e em muitas partes do livro você percebe que ele era uma pessoa evoluída, isso na década de 70, onde a diferença entre homens e mulheres era bem mais acentuada. Na época, ele já estava a frente de seu tempo e hoje também estaria assim”, declarou.

O conteúdo publicado no livro foi obtido através de depoimentos colhidos por Talita e também de materiais escritos e em vídeo, que foram poucos, mas ricos para relatar as histórias do exemplo de vida de Vitalino, que morreu aos 70 anos, vítima do câncer. Com a obra agora publicada, Talita concluiu que já estava muito feliz pelo processo e pelo o que viveu enquanto escrevia.

“Só que o sentimento foi inexplicável, de vê-lo concretizado e que outras pessoas vão conhecer ou relembrar essa história que jamais pode ser esquecida. Foi uma emoção sem tamanho e é muito gratificante de saber que um legado tão bonito vai continuar e prosperar”, concluiu.

Legado

Valdirene disse que o maior legado que o pai deixou é que sempre se pode fazer um pouco mais.

“Independente de religião, cor, raça, o que seja, podemos fazer algo pelo ser humano (…) O meu pai cuidava de todo mundo, dos pobres, dos sofridos e não era somente ajuda material. O nosso ouvido é mais importante, poder parar para ouvir as pessoas. E na parte da doença ficou muito claro para nós que o momento difícil não é para sempre e que o melhor está por vir para aquele que acredita e que tem fé”, relatou Valdirene ao PORTAL GERAIS.

Seguindo o exemplo solidário, os valores arrecadados pelas vendas do livro, serão destinados à trabalhos de evangelização.

“Serão 100% doados para as obras em que o meu pai sempre acreditou, quis e disse que era cuidar do reino de Deus. É uma maneira de chegar nas mãos das pessoas e também influenciá-las em uma mudança de postura, como também o valor ser revertido para o gasto que precisa”, finalizou Valdirene.

Foto de capa: Arquivo Pessoal

Marcelo Lopes

Marcelo Lopes

É repórter do Portal Gerais. Graduado em jornalismo e apaixonado por esportes e histórias.

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