Vítima afirma que foi espancada no trabalho após sofrer perseguições; caso foi registrado na polícia
Uma mulher, 41 anos, foi agredida pelo ex-namorado, 49 anos, dentro de uma fábrica de calçados no bairro Ipiranga, em Divinópolis, local onde trabalha. O caso de agressão ocorreu na manhã de segunda-feira (20/4), conforme o boletim de ocorrência que a reportagem teve acesso.
Em entrevista exclusiva ao PORTAL GERAIS, a vítima contou que o relacionamento durou cerca de cinco meses e terminou em fevereiro deste ano. No entanto, após o fim, o homem passou a persegui-la com ligações constantes.
“Eu tive um breve relacionamento com um homem aí, cinco meses. Aí em fevereiro a gente terminou e a partir desse momento ele começou a me ligar. Chegou a me ligar quatorze vezes por dia, numa vez só, por dia, umas vinte vezes. E foi me ligando, me ligando, me ligando…”, contou.
Imagens dos vídeos do circuito de segurança do condomínio onde ela mora mostram o homem rondando a portaria um dia antes da agressão.
Agressão ocorreu no local de trabalho
De acordo com a vítima, o agressor não aceitou o término e intensificou as investidas, mesmo mantendo outro relacionamento. Após a mulher compartilhar registros das ligações com a atual companheira dele, a situação teria se agravado.
Conforme informações do advogado, no dia 20 de abril, por volta de 8h20, o homem foi até a empresa onde a vítima trabalha, no bairro Ipiranga. No local, ele teria invadido o espaço e cometido as agressões.
A defesa relata que o autor puxou o cabelo da vítima e a derrubou no chão. Em seguida, ele teria pegado o celular dela e fugido. Posteriormente, o aparelho foi devolvido. A ação ocorreu na presença de testemunhas e, segundo a vítima, há imagens que registraram o fato.
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Vítima relata ameaças
Além das agressões, a mulher afirma que vem sofrendo ameaças. “Ele foi e entrou dentro da empresa e me espancou lá. Ele está me ameaçando e preciso divulgar isso porque está ocorrendo muito feminicídio acontecendo e eu não posso deixar isso passar. A mulher tem que ter voz”, disse a vítima que teve a identidade preservada.
Conforme o advogado, a vítima não possuía medida protetiva anteriormente, apesar de constar essa informação no boletim. A defesa esclarece que ela manifestou a intenção de solicitar a proteção judicial após o ocorrido.
Caso segue para apuração
A vítima registrou a ocorrência na Polícia Militar e o caso segue para a Polícia Civil, que deve investigar as circunstâncias. A vítima busca medidas legais contra o agressor.



