Cobrança de dívida de R$ 220 mil teria motivado homicídio no Centro de Divinópolis

DivinópolisGerais
Por -31/08/2026, às 11H03agosto 31st, 2026
Câmera registra momento em que jovem é morto a tiros pelo EX da namorada em loja de Divinopólis, o autor dos disparos fugiu do local

Segundo a Polícia Civil, vítima mantinha relacionamento com ex-companheira do investigado e passou a cobrar o pagamento da dívida

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito sobre o homicídio no Centro de Divinópolis que vitimou um homem de 25 anos em 30 de julho de 2026. A investigação indiciou um suspeito de 24 anos por homicídio triplamente qualificado e furto qualificado pelo abuso de confiança, além de indiciar um funcionário de comércio, de 33 anos, por fraude processual e porte de arma de uso restrito.

O crime ocorreu no interior de uma loja na Rua Goiás, onde a vítima tentou se abrigar após uma discussão. Conforme apuraram os policiais, a cobrança de uma dívida de R$ 220 mil que o autor mantinha com sua ex-companheira, atual parceira do jovem assassinado, motivou a execução.

Cobrança de dívida de R$ 220 mil desencadeou o crime

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o investigado de 24 anos devia aproximadamente R$ 220 mil para sua ex-companheira. A vítima de 25 anos mantinha um relacionamento com essa mulher e passou a cobrar o pagamento do montante.

Dessa forma, as constantes cobranças financeiras desencadearam a discussão e a execução do jovem no estabelecimento comercial. O agressor efetuou disparos com munição calibre 9mm contra a vítima, que não resistiu aos ferimentos.

Conforme representou a PCMG, a Justiça decretou a prisão preventiva do autor dos disparos.

Contudo, o investigado de 24 anos continua foragido até o momento.

Funcionário escondeu arma e facilitou fuga do atirador

De acordo com o levantamento dos policiais, as câmeras de videomonitoramento do comércio registraram toda a ação de um funcionário de 33 anos logo após os tiros. As imagens de segurança mostraram que, o trabalhador pegou a arma utilizada no assassinato e guardou o objeto dentro de um veículo.

Dessa forma, o funcionário ajudou na evasão do atirador do local do crime. A Polícia Militar localizou o trabalhador, apreendeu os materiais e o conduziu para a Delegacia de Polícia Civil.

Conforme concluiu o inquérito da PCMG, o homem de 33 anos responderá por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e fraude processual por ter ocultado o armamento.

Por fim, a Polícia Civil encaminhou o inquérito concluído para o Poder Judiciário tomar as providências cabíveis.