
Eleições 2026: impasse da direita em Minas deve terminar em fevereiro
Ainda não oficialmente anunciado, mas já em fase de preparação, o Hospital Regional de Divinópolis deverá ter sua inauguração formal nas próximas semanas. Com a sanção da lei que autoriza o Governo de Minas a doar o imóvel à Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), o entrave político foi superado. Restam, agora, apenas os trâmites burocráticos finais.
Concluídas essas etapas e com a obra efetivamente finalizada, o evento de inauguração será realizado. A partir daí, a responsabilidade deixa de ser do Estado e passa ao governo federal, que ficará encarregado de estruturar e colocar a unidade em funcionamento.
É verdade que houve demora na promulgação da lei, tratada por muitos como o último obstáculo. No entanto, esse atraso pontual não apaga os quase 15 anos de espera por um hospital que já deveria estar atendendo a população do Centro-Oeste mineiro. E, com tantos “pais” envolvidos ao longo do processo, não há como retirar do governador Romeu Zema (Novo) parte da paternidade da obra. Afinal, antes dele, outros três governadores passaram pelo cargo e nenhum entregou o hospital em funcionamento.
Ainda há muito trabalho
Todos os atores políticos envolvidos têm sua cota de responsabilidade, desde os que participaram do lançamento da pedra fundamental, como o deputado federal Domindos Sávio (PL) até aqueles que assumiram a bandeira quando alguns tijolos já estavam erguidos.
Importante lembrar a deputada estadual Lohanna França (PV) que iniciou a campanha pelo hospital ainda quando estudante. Foi ela quem levou a demanda a presidente Lula (PT), o qual se comprometeu, então, em bota-lo para funcionar.
O vereador Vítor Costa (PT), assim como a dirigente do PT Gleide Andrade também fizeram coro e lideraram uma comitiva de prefeitos à Brasília para destravar os impasses. Nela, também estava o de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo).
E o trabalho, vale ressaltar, ainda está longe do fim. Um prédio vazio não salva vidas. Hospital só cumpre seu papel quando está operando, com equipe, equipamentos e portas abertas à população.
Impasse da direita em Minas deve terminar em fevereiro
O impasse que divide a direita em Minas Gerais pode ter um desfecho ainda em fevereiro. O deputado federal e presidente do PL em Minas, Domingos Sávio, terá uma reunião com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, para alinhar o projeto nacional da sigla à chamada “missão em Minas Gerais”. O encontro foi agendado para o dia 2 de fevereiro, em Brasília, após conversa telefônica entre os dirigentes nesta sexta-feira (16/1).
Na condição de presidente estadual do PL, Domingos Sávio tem buscado construir uma aliança de centro-direita e direita para a disputa pelo governo mineiro. Ao mesmo tempo, como ele próprio afirmou à Coluna, há o compromisso de garantir palanque em Minas para o candidato do partido à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro.
Enquanto isso, a direita mineira segue em movimento, trocando gestos de aproximação e discursos de convergência. Na inauguração da subestação da Cemig em Santo Antônio do Monte, não faltaram falas em defesa da “união”. O vice-governador e pré-candidato ao governo, Mateus Simões (PSD), esteve presente e chegou a se referir ao deputado Domingos Sávio, também presente, como senador.
Cleitinho em stand by
O principal ponto de tensão segue sendo a definição da vaga na chapa majoritária. Para além da vaga ao senado, há também a de vice, reivindicada pelo Partido Novo. Simões afirmou que o PL, pelo seu tamanho, tem legitimidade para compor e exigir espaços, mas evitou qualquer compromisso público. Em outro momento, foi enfático ao dizer que Jair Bolsonaro, cerca de 30 dias antes de ser preso, pediu que ele assegurasse uma vaga ao Senado.
Sem definições concretas, o senador Cleitinho (Republicanos), embora ainda não tenha oficializado uma pré-candidatura ao governo de Minas, permanece em stand by e liderando pesquisas. Nos bastidores, o cenário mais provável é a adesão do PL ao projeto liderado por Mateus Simões. Ao que tudo indica, o desfecho está nas mãos de Simões e das condições que aceitará ceder.
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Zema candidato até o fim
Já o governador Romeu Zema (Novo), também presente no evento da Cemig, voltou a reforçar o discurso de que manterá sua candidatura até o fim. Segundo ele, a esperada união da direita em Minas Gerais ficaria para um eventual segundo turno.
Até lá, o jogo segue aberto, com discursos afinados em público e negociações intensas nos bastidores.



