Incêndio na COP30 provoca correria, mas é controlado em seis minutos na Zona Azul, em Belém

Minas Gerais
Por -21/11/2025, às 09H58novembro 21st, 2025
Incêndio em pavilhão da COP30 - Foto: Reprodução de vídeo

Fogo começou no Pavilhão dos Países; 13 pessoas foram atendidas por inalação de fumaça e área foi temporariamente fechada para avaliação de segurança.

O movimento intenso da COP30, em Belém, foi interrompido por volta das 14h desta quinta-feira (20) após gritos de “fire” começarem a ecoar pelos corredores da Zona Azul, área oficial de negociações da conferência. O incêndio teve início no Pavilhão dos Países, próximo ao estande da China, e provocou correria entre participantes.

As chamas atingiram o material de revestimento dos estandes e rapidamente consumiram parte da cobertura de pano. Segundo o ministro do Turismo, Celso Sabino, o revestimento utilizado nos pavilhões possui características antichamas. O Corpo de Bombeiros do Pará, cuja base fica em frente ao local, controlou o fogo em seis minutos, utilizando 244 extintores, uma mangueira e um efetivo de 56 agentes. A suspeita inicial é de que o incêndio tenha sido causado por algum equipamento eletrônico.

O governador do Pará, Helder Barbalho, informou pouco depois das 15h que o incêndio estava controlado e que equipes trabalhavam no rescaldo. A organização da COP30 confirmou que 13 pessoas receberam atendimento por inalação de fumaça e seguem sendo monitoradas.

Como medida de precaução, o governo brasileiro e a UNFCCC decidiram fechar temporariamente a Zona Azul para uma avaliação completa de segurança. Uma nova comunicação sobre o retorno das atividades será divulgada às 20h.

Logo após o início das chamas, equipes de segurança iniciaram a evacuação do espaço, conduzindo as pessoas para áreas externas e, posteriormente, para ônibus que as levariam aos alojamentos. Houve momentos de confusão, rapidamente controlados pelos seguranças. A programação da Zona Verde, que recebe atividades da sociedade civil, também foi cancelada.

Voluntários relataram momentos de tensão. Mateus Eulan, que retornava do almoço, disse ter seguido o protocolo de evacuação após ouvir os gritos. Ousmane Kava, que estava a cerca de 20 metros do local, contou que correu ao ver a movimentação e que pensou que a situação pudesse ser mais grave, mas destacou a rápida ação das equipes.

As causas do incêndio ainda serão investigadas.