Integrante da Máfia Azul é condenado a 67 anos por ataque em BH

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Por -14/08/2026, às 17H59agosto 14th, 2026
Máfia Azul: fachada do fórum em Belo Horizonte durante julgamento de réu por ataque a ônibus
Emboscada ocorreu em novembro de 2021 na região do Barreiro (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

Samuel Paixão de Souza foi condenado por morte de um torcedor rival e 6 tentativas de homicídio no Barreiro.

Um integrante da Máfia Azul acabou condenado nesta quarta-feira (12/8), em Belo Horizonte, a 67 anos de prisão pela morte de um torcedor rival e por 6 tentativas de homicídio, após o Tribunal do Júri concluir que ele participou da emboscada contra um ônibus da torcida organizada do Atlético em novembro de 2021, no Barreiro.

Samuel Paixão de Souza é o quarto réu condenado neste processo. O julgamento terminou com pena em regime fechado, fixada pela juíza Maria Beatriz Fonseca da Costa Biasutti Silva.

Emboscada no Barreiro deixou feridos e uma morte

O crime ocorreu em 28/11 de 2021, na região do Barreiro. Conforme a denúncia, os réus usaram bombas, pedras, barras de ferro e pedaços de madeira no ataque ao ônibus. O veículo levava integrantes da torcida organizada do Atlético-MG.

Ao menos nove pessoas ficaram feridas na ação. Um jovem gravemente atingido morreu dois dias depois.

No júri, o 2º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte condenou Samuel Paixão de Souza por 1 homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima; por 1 tentativa de homicídio por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima; e por 5 tentativas de homicídio por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. A magistrada também expediu o mandado de prisão porque ele não compareceu à sessão.

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Outros três réus condenados

Em julho de 2026, Riquelme Enderson Ribeiro da Silva recebeu pena de 48 anos e seis meses, Luiz Gustavo da Silva Veloso teve condenação de 24 anos e Pedro Henrique Coimbra Braga pegou 20 anos. Os três já tinham passado pelo Tribunal do Júri, mas os julgamentos acabaram anulados por decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que reconheceu irregularidades processuais.

O processo envolvendo Samuel Paixão tramita pelo número 5076641-24.2026.8.13.0024. As informações são do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.