IR 2026 zerado para salários até R$ 5 mil já está valendo

Economia
Por -02/02/2026, às 07H19fevereiro 2nd, 2026
imposto de renda 2025
Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Nova tabela do IR 2026 entra em vigor com imposto zerado para salários de até R$ 5 mil; quem ganha até R$ 7.350 terá redução gradual.

A nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 já começou a impactar o bolso dos trabalhadores brasileiros. A partir dos salários pagos desde janeiro, com reflexo no contracheque de fevereiro, assalariados que recebem até R$ 5 mil brutos por mês passam a ficar totalmente isentos do imposto. Além disso, quem ganha até R$ 7.350 terá redução gradual do valor retido na fonte.

De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, a medida deve beneficiar cerca de 16 milhões de pessoas em todo o país.

Quem fica com o Imposto de Renda (IR) zerado

Com a nova regra, passam a ter isenção total do IRPF, desde que a renda mensal não ultrapasse R$ 5 mil:

  • trabalhadores com carteira assinada;
  • servidores públicos;
  • aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou de regimes próprios.

A isenção também vale para o décimo terceiro salário. Já os rendimentos acima de R$ 7.350 continuam seguindo a tabela progressiva atual, com alíquotas que podem chegar a 27,5%.

Como o governo vai compensar a renúncia fiscal

A renúncia fiscal estimada com a nova tabela é de R$ 25,4 bilhões. Para compensar essa perda de arrecadação, o governo criou o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado para contribuintes de alta renda.

Entram no cálculo:

  • salários elevados;
  • lucros e dividendos;
  • rendimentos de aplicações financeiras tributáveis.

Conforme o governo federal, cerca de 141 mil contribuintes serão afetados pela nova cobrança. Desde 1º de janeiro, passam a valer as seguintes regras:

  • renda mensal acima de R$ 50 mil (R$ 600 mil por ano): alíquota progressiva de até 10%;
  • renda acima de R$ 1,2 milhão por ano, os chamados super-ricos: alíquota mínima efetiva de 10%.

Impacto na arrecadação deve ser limitado

Para o contador Adriano Marrocos, o impacto da medida nas contas públicas tende a ser pequeno.

“Já havia benefício de isenção para quem recebia até dois salários mínimos (R$ 3.036). Então, a renúncia fica restrita à faixa entre R$ 3.036,01 e R$ 5 mil. Por outro lado, o governo passou a tributar parcelas que antes eram isentas, como a distribuição de lucros”, explicou.

Com informações da Agência Brasil