Janete reage à greve dos servidores de Divinópolis: “Não irei retirar a Reforma da Previdência”

DivinópolisPolítica
Por -06/07/2026, às 15H46julho 6th, 2026
(Foto: Divulgação)

No primeiro dia de greve geral dos servidores municipais, Janete Aparecida diz que recuar quebraria a prefeitura; balanço aponta que Educação lidera adesões e Saúde remaneja urgências para a UPA

A prefeita de Divinópolis Janete Aparecida (Avante) gravou um vídeo, nesta segunda-feira (6/7), rechaçando qualquer possibilidade de ceder à pressão da greve dos servidores. A chefe do Executivo garantiu que manterá a tramitação do Projeto de Lei Complementar 008/2026 na Câmara Municipal que trata da Reforma da Previdência (Diviprev).

Janete argumentou que a manutenção do texto é uma medida de responsabilidade fiscal extrema e que a retirada da reforma provocaria o colapso financeiro das contas do município, prejudicando diretamente o cidadão comum que depende dos impostos para ter serviços públicos.

“Quero lembrar que não irei retirar o projeto. Se trata de uma questão de escolha. Ou eu escolho fazer o que os servidores querem — que é retirar o projeto e continuar pagando, neste ano, 42%, e no ano que vem mais de 60% — e, com isso, quebro literalmente a prefeitura, ficando sem condições de manter serviços essenciais, ou eu faço o que a população precisa. Por isso, a minha escolha é fazer o que a população precisa. Mesmo com a paralisação, mesmo com a greve, eu irei continuar mantendo essa posição. Responsabilidade, coragem e capacidade de fazer escolhas precisam ser características de um gestor, mesmo que isso me prejudique politicamente”, disparou a prefeita.

Raio-X do primeiro dia de greve nas secretarias

Em paralelo ao posicionamento da prefeita, a Administração Municipal divulgou o primeiro boletim oficial detalhando o impacto da paralisação nas repartições públicas. A prefeitura informou que monitora os cartões de ponto para garantir o plano de contingência.

Educação registra maior adesão

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) foi a pasta que contabilizou o maior número de braços cruzados neste início de semana. Apesar do forte impacto nas salas de aula, o município informou que o movimento não é integral: servidores administrativos e docentes que optaram por não aderir continuam trabalhando na sede da Semed e em algumas escolas. Apenas uma unidade escolar da rede conseguiu manter as aulas totalmente regulares.

Saúde tem 20% de faltas e afeta postos de bairros

O balanço da Secretaria Municipal de Saúde indicou que, do contingente total de 830 colaboradores da rede, cerca de 170 profissionais aderiram formalmente à greve (aproximadamente 20% do quadro). Setores complexos como a Policlínica, o Serviço de Referência em Saúde Mental (Sersam), a Farmácia Municipal e o posto do bairro Bom Pastor operam normalmente.

Por outro lado, a falta de médicos afetou severamente o atendimento em oito das 68 unidades de saúde do município. São elas:

  • Dom Cristiano
  • Afonso Pena
  • Jardinópolis
  • Vila das Roseiras
  • Posto Central
  • São José
  • Buritis
  • Santos Dumont

A recomendação oficial do município é que os moradores referenciados nesses postos que venham a apresentar quadros de urgência ou emergência fiquem atentos e se desloquem diretamente para a UPA Padre Roberto.

Serviços essenciais seguem com 100% de operação

A prefeitura informou que os setores considerados vitais não sofreram prejuízos na largada do movimento grevista. O Serviço de Luto, o atendimento do Sersam e a Farmácia Central operam com 100% da capacidade técnica. Na Secretaria de Operações e Serviços Urbanos (Semsur), os impactos ficaram restritos à oficina de mecânica da frota de maquinários.

O Executivo reforçou que emitirá atualizações diárias sobre o funcionamento dos serviços e alertou a população para buscar informações apenas nos canais institucionais para evitar notícias falsas durante o período de impasse com o Sintram e o Sintemd.

Leu essas?

Educação registra maior adesão

Segundo a Prefeitura, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) concentrou o maior número de adesões ao movimento. Ainda assim, a paralisação não ocorreu de forma integral.

De acordo com o Executivo, parte dos servidores permanece em atividade, enquanto uma unidade escolar mantém as aulas normalmente. Além disso, profissionais que decidiram não aderir à greve continuam trabalhando tanto na sede da secretaria quanto nas unidades escolares.

Saúde mantém serviços essenciais

Na área da saúde, aproximadamente 170 dos cerca de 830 colaboradores aderiram ao movimento grevista. Mesmo assim, a Prefeitura informa que a Policlínica, a Farmácia Municipal, o Sersam e a Unidade de Saúde do bairro Bom Pastor seguem em pleno funcionamento.

Por outro lado, algumas unidades registraram maior impacto devido à adesão de médicos. Entre elas estão Dom Cristiano, Afonso Pena, Jardinópolis, Vila das Roseiras, Central, São José, Buritis e Santos Dumont.

Dessa forma, a Secretaria Municipal de Saúde orienta que os usuários dessas unidades procurem a UPA Padre Roberto em casos de urgência e emergência.

Prefeitura acompanha funcionamento dos serviços

Além da saúde, a Prefeitura informa que os serviços de Luto, o Sersam e a Farmácia Central funcionam com 100% da capacidade. Da mesma forma, todos os setores administrativos das secretarias municipais seguem com atendimento normal. Na Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos (Semsur), a adesão à greve restringiu-se ao setor de mecânica da frota municipal.

Ao todo, Divinópolis possui 68 unidades de saúde. Por isso, a Administração Municipal afirma que monitora continuamente o funcionamento dos serviços para minimizar os impactos da paralisação e assegurar o atendimento à população.

Por fim, a Prefeitura pede a compreensão da população pelos transtornos provocados pela greve e informa que divulgará boletins oficiais exclusivamente por seus canais institucionais. Segundo o Executivo, a medida busca garantir transparência e evitar a disseminação de informações imprecisas sobre a prestação dos serviços públicos durante o movimento grevista.