No primeiro dia de greve geral dos servidores municipais, Janete Aparecida diz que recuar quebraria a prefeitura; balanço aponta que Educação lidera adesões e Saúde remaneja urgências para a UPA
A prefeita de Divinópolis Janete Aparecida (Avante) gravou um vídeo, nesta segunda-feira (6/7), rechaçando qualquer possibilidade de ceder à pressão da greve dos servidores. A chefe do Executivo garantiu que manterá a tramitação do Projeto de Lei Complementar 008/2026 na Câmara Municipal que trata da Reforma da Previdência (Diviprev).
Janete argumentou que a manutenção do texto é uma medida de responsabilidade fiscal extrema e que a retirada da reforma provocaria o colapso financeiro das contas do município, prejudicando diretamente o cidadão comum que depende dos impostos para ter serviços públicos.
“Quero lembrar que não irei retirar o projeto. Se trata de uma questão de escolha. Ou eu escolho fazer o que os servidores querem — que é retirar o projeto e continuar pagando, neste ano, 42%, e no ano que vem mais de 60% — e, com isso, quebro literalmente a prefeitura, ficando sem condições de manter serviços essenciais, ou eu faço o que a população precisa. Por isso, a minha escolha é fazer o que a população precisa. Mesmo com a paralisação, mesmo com a greve, eu irei continuar mantendo essa posição. Responsabilidade, coragem e capacidade de fazer escolhas precisam ser características de um gestor, mesmo que isso me prejudique politicamente”, disparou a prefeita.
Raio-X do primeiro dia de greve nas secretarias
Em paralelo ao posicionamento da prefeita, a Administração Municipal divulgou o primeiro boletim oficial detalhando o impacto da paralisação nas repartições públicas. A prefeitura informou que monitora os cartões de ponto para garantir o plano de contingência.
Educação registra maior adesão
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) foi a pasta que contabilizou o maior número de braços cruzados neste início de semana. Apesar do forte impacto nas salas de aula, o município informou que o movimento não é integral: servidores administrativos e docentes que optaram por não aderir continuam trabalhando na sede da Semed e em algumas escolas. Apenas uma unidade escolar da rede conseguiu manter as aulas totalmente regulares.
Saúde tem 20% de faltas e afeta postos de bairros
O balanço da Secretaria Municipal de Saúde indicou que, do contingente total de 830 colaboradores da rede, cerca de 170 profissionais aderiram formalmente à greve (aproximadamente 20% do quadro). Setores complexos como a Policlínica, o Serviço de Referência em Saúde Mental (Sersam), a Farmácia Municipal e o posto do bairro Bom Pastor operam normalmente.
Por outro lado, a falta de médicos afetou severamente o atendimento em oito das 68 unidades de saúde do município. São elas:
- Dom Cristiano
- Afonso Pena
- Jardinópolis
- Vila das Roseiras
- Posto Central
- São José
- Buritis
- Santos Dumont
A recomendação oficial do município é que os moradores referenciados nesses postos que venham a apresentar quadros de urgência ou emergência fiquem atentos e se desloquem diretamente para a UPA Padre Roberto.
Serviços essenciais seguem com 100% de operação
A prefeitura informou que os setores considerados vitais não sofreram prejuízos na largada do movimento grevista. O Serviço de Luto, o atendimento do Sersam e a Farmácia Central operam com 100% da capacidade técnica. Na Secretaria de Operações e Serviços Urbanos (Semsur), os impactos ficaram restritos à oficina de mecânica da frota de maquinários.
O Executivo reforçou que emitirá atualizações diárias sobre o funcionamento dos serviços e alertou a população para buscar informações apenas nos canais institucionais para evitar notícias falsas durante o período de impasse com o Sintram e o Sintemd.
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Educação registra maior adesão
Segundo a Prefeitura, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) concentrou o maior número de adesões ao movimento. Ainda assim, a paralisação não ocorreu de forma integral.
De acordo com o Executivo, parte dos servidores permanece em atividade, enquanto uma unidade escolar mantém as aulas normalmente. Além disso, profissionais que decidiram não aderir à greve continuam trabalhando tanto na sede da secretaria quanto nas unidades escolares.
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Saúde mantém serviços essenciais
Na área da saúde, aproximadamente 170 dos cerca de 830 colaboradores aderiram ao movimento grevista. Mesmo assim, a Prefeitura informa que a Policlínica, a Farmácia Municipal, o Sersam e a Unidade de Saúde do bairro Bom Pastor seguem em pleno funcionamento.
Por outro lado, algumas unidades registraram maior impacto devido à adesão de médicos. Entre elas estão Dom Cristiano, Afonso Pena, Jardinópolis, Vila das Roseiras, Central, São José, Buritis e Santos Dumont.
Dessa forma, a Secretaria Municipal de Saúde orienta que os usuários dessas unidades procurem a UPA Padre Roberto em casos de urgência e emergência.
Prefeitura acompanha funcionamento dos serviços
Além da saúde, a Prefeitura informa que os serviços de Luto, o Sersam e a Farmácia Central funcionam com 100% da capacidade. Da mesma forma, todos os setores administrativos das secretarias municipais seguem com atendimento normal. Na Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos (Semsur), a adesão à greve restringiu-se ao setor de mecânica da frota municipal.
Ao todo, Divinópolis possui 68 unidades de saúde. Por isso, a Administração Municipal afirma que monitora continuamente o funcionamento dos serviços para minimizar os impactos da paralisação e assegurar o atendimento à população.
Por fim, a Prefeitura pede a compreensão da população pelos transtornos provocados pela greve e informa que divulgará boletins oficiais exclusivamente por seus canais institucionais. Segundo o Executivo, a medida busca garantir transparência e evitar a disseminação de informações imprecisas sobre a prestação dos serviços públicos durante o movimento grevista.




