Suspeita de tortura e cárcere privado contra quatro vítimas é presa em MG

Minas Gerais
Por -09/03/2026, às 14H48março 9th, 2026
polícia civil de minas gerais
Foto: Divulgação/PCMG

Investigação da Polícia Civil aponta que quatro pessoas foram sequestradas, mantidas em cárcere privado e vítimas de tortura após suspeita de furto de uma caixa de som em Dores de Indaiá.

Uma jovem de 19 anos, investigada por extorsão, tortura e cárcere privado, em Dores do Indaiá, no Centro-Oeste de Minas, acabou presa preventivamente pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) na última sexta-feira (6/3). A prisão, conforme divulgado nesta segunda-feira (9/3), aconteceu em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Conforme apurado pela polícia, a suspeita integra um grupo ligado ao tráfico de drogas e teria participado do sequestro e da tortura de quatro pessoas.

Grupo teria mantido vítimas em cárcere privado

De acordo com os levantamentos policiais, a jovem e outros sete indivíduos teriam sequestrado as vítimas após suspeitarem que elas furtaram uma caixa de som pertencente ao grupo.

Logo depois, os investigados teriam mantido as quatro pessoas em cárcere privado, enquanto exigiam explicações sobre o suposto furto. Durante o período em que permaneceram sob domínio do grupo, as vítimas sofreram agressões físicas usadas como forma de intimidação e punição.

Vítimas sofreram agressões durante o cativeiro

Ainda conforme as investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, os suspeitos utilizaram pedaços de madeira e uma enxada para agredir as vítimas.

As agressões, segundo a polícia, ocorreram enquanto o grupo tentava obter informações e pressionar os envolvidos sobre o desaparecimento do objeto.

Prisão ocorreu na Região Metropolitana de Belo Horizonte

Equipes da Polícia Civil de Minas Gerais, vinculadas ao 2º Departamento de Polícia Civil, cumpriram o mandado de prisão preventiva em Contagem.

A operação contou com o apoio da unidade policial responsável pelas investigações em Dores de Indaiá.

A Polícia Civil informou que as apurações continuam para esclarecer completamente o caso. Além disso, os investigadores buscam identificar e localizar outros envolvidos na ação criminosa.

A corporação também trabalha para reunir novos elementos que possam reforçar o inquérito sobre os crimes de tortura, extorsão e cárcere privado.