Acusado de matar sogra e tentar assassinar companheira vai a júri popular em Divinópolis

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Por -10/07/2026, às 08H27julho 10th, 2026
Maria Gorete Oliveira e Lorraine Reisla de Oliveira.

Júlio Katokas será julgado pelo duplo feminicídio ocorrido na comunidade do Buritis, na zona rural do município

O Tribunal do Júri de Divinópolis julga, nesta sexta-feira (10/9), o réu acusado de cometer um duplo feminicídio na comunidade rural do Buritis. O júri de Júlio Katokas, de 38 anos, decidirá o futuro do homem. A Justiça o acusa de matar a tiros a própria sogra e de tentar assassinar a ex-companheira, Lorraine Reisla de Oliveira.

O crime brutal aconteceu no dia 29 de agosto de 2024. Naquela data, o homem baleou mãe e filha, de 56 e 30 anos, dentro da residência da família. Maria Gorete de Oliveira morreu no local. Por outro lado, os socorristas encaminharam a filha em estado grave ao hospital, com ferimentos na face.

Como a polícia prendeu o réu do júri de Júlio Katokas?

Logo após o ataque na zona rural, a Polícia Militar iniciou o rastreamento na região. Consequentemente, os militares localizaram o acusado em um veículo nas proximidades do local do crime. Ele confessou os disparos imediatamente. Além disso, alegou que agiu após um desentendimento com a companheira enquanto retirava seus pertences da casa.

No interior do veículo, os policiais apreenderam uma pistola calibre 9 milímetros de uso restrito. O homem possuía registro como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Portanto, ele tinha a posse legal do armamento. A princípio, a equipe policial realizou a prisão em flagrante. No entanto, o juiz converteu a detenção em prisão preventiva logo depois.

Histórico de violência

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Divinópolis conduziu as investigações do caso. Os policiais descobriram que o casal manteve um relacionamento por cerca de um ano. Eles moravam juntos há aproximadamente seis meses, junto com as duas filhas pequenas da vítima.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher sofria constantemente com violência psicológica, ciúmes e controle excessivo. Apesar disso, ela não havia feito registros formais de ameaças anteriores. A equipe de investigação também identificou um episódio antigo de agressão física. Por fim, a vítima decidiu encerrar o relacionamento dias antes do atentado, o que motivou a ação violenta do acusado.

As acusações que definem o júri de Júlio Katokas

Ao concluir o inquérito, a Polícia Civil indiciou o homem por dois crimes graves: feminicídio consumado e feminicídio tentado. Os delegados também incluíram as qualificadoras de motivo torpe e de impossibilidade de defesa das vítimas.

Agora, o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Divinópolis possui a palavra final. Os jurados vão decidir se condenam ou absolvem o réu pelas acusações que chocaram a região do Buritis.