Ítalo Jeferson da Silva recebeu a pena em regime fechado após o Conselho de Sentença confirmar os crimes de estupro, feminicídio e ocultação de cadáver
A condenação do assassino de Vanessa Lara de Oliveira Silva encerrou o julgamento realizado nesta quarta-feira, 30 de setembro de 2026, no Fórum da Comarca de Juatuba. O Conselho de Sentença considerou Ítalo Jeferson da Silva, de 43 anos, culpado pelos crimes de feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver. A juíza Alina Tereza de Mattos Azevedo fixou a pena em 65 anos e oito meses de prisão
Sentença do Tribunal do Júri e indenização à família da vítima
De acordo com a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o réu deverá pagar R$ 100 mil à família da estudante por danos morais.
Conforme apuraram os investigadores, Ítalo seguiu a estudante após a jovem deixar o expediente de trabalho no Sine de Juatuba.
O homem abordou a vítima em um trecho ermo enquanto ela caminhava em direção ao ponto de ônibus.pós cometer a violência sexual, o acusado provocou a morte da estudante por asfixia mecânica utilizando os cabos do notebook da própria jovem.
Conforme detalhou a perícia técnica, o réu colocou o corpo de Vanessa em uma mala e escondeu a estrutura em uma manilha de drenagem coberta por vegetação.
Dessa forma, as equipes de busca localizaram o cadáver no dia seguinte, 10 de fevereiro, próximo à faixa de domínio da rodovia.
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Detalhes do crime e ocultação de cadáver em manilha de drenagem
De acordo com os autos do processo criminal, o réu cumpria prisão domiciliar por condenações anteriores de estupro e roubo quando atacou a vítima. Os investigadores apuraram que, Ítalo seguiu a estudante após ela deixar o expediente de trabalho no Sine de Juatuba.
O homem abordou a jovem em um trecho ermo enquanto ela caminhava para o ponto de ônibus. Contudo, após cometer a violência sexual e matar a estudante por asfixia mecânica com os cabos do notebook dela, o acusado ocultou as evidências.
A perícia técnica detalhou que, o réu colocou o corpo de Vanessa em uma mala e o escondeu em uma manilha de drenagem coberta por vegetação.
Dessa forma, as buscas encerraram-se no dia seguinte (10/02) com a localização do cadáver no dia próximo à faixa de domínio da rodovia.
Contudo, os policiais agiram rápido para capturar o autor do crime. Ítalo foi preso em 12 de fevereiro, em Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e denunciado pelo Ministério Público em abril.
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Relembre o caso Vanessa Lara e a repercussão regional
A estudante de Psicologia Vanessa Lara, de 23 anos, foi encontrada morta na terça-feira (10/02) em uma área de mata no município de Juatuba, em Minas Gerais.
Segundo relatos de amigos, Vanessa saiu de casa na segunda-feira (9) para trabalhar e manteve o último contato com a família por volta das 14h do mesmo dia. Após o desaparecimento, buscas foram realizadas até que o corpo fosse localizado no dia seguinte.
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, no local onde o corpo foi encontrado foram recolhidos vestígios que podem auxiliar na investigação. Um notebook, um celular e uma mochila com roupas também foram apreendidos.
O corpo foi encaminhado ao Posto Médico-Legal, em Betim, e posteriormente liberado aos familiares. O caso é investigado como feminicídio. À época, um homem de 43 anos era apontado como suspeito, mas não havia confirmação de prisão.
O velório ocorreu na quarta-feira (11), e o sepultamento foi realizado em Antunes, distrito de Pará de Minas.
A Faculdade de Pará de Minas (Fapam), onde Vanessa cursava Psicologia, divulgou nota de pesar e suspendeu por dois dias as aulas do curso em homenagem à estudante.





