Crime ocorreu em 2008; corpo da vítima foi encontrado 11 dias depois às margens da MG-341
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) conseguiu a condenação de três homens acusados de matar um adolescente de 15 anos em Piumhi, no Centro-Oeste de Minas. O Tribunal do Júri julgou o caso no último dia 17 de junho.
Segundo o MPMG, a disputa pelo tráfico de drogas motivou o crime, registrado em janeiro de 2008.
Irmãos receberam penas superiores a 25 anos
Dois irmãos, de 46 e 49 anos, receberam penas de 25 anos e um mês de prisão. Além disso, a Justiça determinou uma pena de 19 anos e seis meses para um terceiro homem, de 48 anos.
Além do homicídio qualificado, os três responderam por ocultação de cadáver e associação para o tráfico de drogas.
Adolescente deixou grupo e passou a trabalhar para concorrente
Conforme a denúncia, os irmãos comandavam o tráfico de drogas em Piumhi. Na época, o adolescente atuava como “aviãozinho” e comercializava os entorpecentes.
Entretanto, em dezembro de 2007, o jovem rompeu com o grupo e começou a trabalhar para um rival. Como consequência, ele e o novo chefe passaram a disputar espaço no tráfico local.
Além disso, um dos irmãos iniciou uma sequência de ameaças de morte contra a vítima.
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Acusados organizaram emboscada
No dia 3 de janeiro de 2008, os três homens executaram o plano.
Como ainda mantinha amizade com o adolescente, o comparsa ofereceu uma carona de motocicleta. Em seguida, ele deixou a vítima em um local previamente escolhido pelos irmãos.
Logo depois, os dois acusados atacaram o jovem com golpes de faca e disparos de arma calibre .380.
Grupo escondeu corpo às margens da rodovia
Após o assassinato, os criminosos abandonaram o corpo às margens da MG-341.
No entanto, as autoridades só localizaram a vítima 11 dias depois. Além disso, as investigações apontaram que os autores utilizaram substâncias químicas para acelerar a decomposição e dificultar a identificação.
Crime buscava proteger esquema de tráfico
Segundo o Ministério Público, os acusados temiam que o adolescente revelasse detalhes sobre o funcionamento do esquema criminoso.
Afinal, a vítima conhecia os locais de armazenamento das drogas, os principais compradores e a logística utilizada pelo grupo.
Por isso, os réus decidiram eliminar o adolescente para garantir a continuidade das atividades ilegais.
Jurados reconheceram três qualificadoras
Durante o julgamento, os jurados reconheceram que os acusados agiram por motivo torpe. Além disso, eles entenderam que os criminosos utilizaram recursos que impediram qualquer reação da vítima.
Da mesma forma, o Conselho de Sentença concluiu que os réus cometeram o homicídio para assegurar vantagens relacionadas ao tráfico de drogas.
Por fim, o Ministério Público destacou que a condenação reforça o compromisso das instituições com a proteção da vida e, ao mesmo tempo, fortalece o enfrentamento ao crime organizado.



