Justiça emite novo mandado de prisão contra empresário de Divinópolis condenado por estelionato

Minas Gerais
Por -07/08/2025, às 11H31agosto 8th, 2025
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A primeira prisão ocorreu em abril de 2023 quando também houve cumprimento de mandado de apreensão (Foto: Divulgação/PCMG)

O empresário de Divinópolis, do ramo de joalheria, foi condenado a 9 anos por estelionato e falsidade ideológica

A Justiça emitiu nesta terça-feira (5/8) um novo mandado de prisão contra o empresário do ramo de joalheria, condenado pelo crimes de estelionato e falsidade ideológia em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas. Ele foi condenado em primeira instância a nove anos de reclusão.

Apesar da condenação, a polícia ainda não confirmou se houve o cumprimento do mandado até o momento. Conforme apurado, o homem estava em liberdade desde a prisão realizada em abril de 2023.

Relembre o caso

A prisão anterior ocorreu em 26 de abril de 2023, após apuração da equipe de investigação de estelionato e outras fraudes da Polícia Civil. A polícia apontou Cristiano Cordeiro, de 47 anos, como autor de diversos golpes envolvendo falsidade ideológica, falsificação de documentos, assim como lavagem de dinheiro e estelionato.

Ele é integrante da família dona da tradicional Relojoaria do Dedé, e nas redes sociais se apresentava como comerciante do ramo de joias e compra, bem como venda de ouro.

Durante as investigações, a polícia identificou que o empresário atuava há pelo menos três anos aplicando golpes em pessoas físicas, empresas e até contra o Estado.

Como os crimes ocorriam

Conforme divulgado à época pela Polícia Civil, ele usava documentos falsos para abrir empresas em nome de terceiros. Através dessas empresas, ele realizava compras de mercadorias com pagamento via boletos, que posteriormente não quitava.

Os produtos seguiam para imóveis alugados por ele, com contratos também feitos de forma fraudulenta. Em todos os casos, de acordo com as investigações, ele se passava por outras pessoas.

As vítimas só descobriam o golpe após o vencimento dos boletos, quando o pagamento não ocorria.

A Polícia identificou pelo menos sete empresas criadas com o único intuito de aplicar golpes. Todas elas, conforme a PCMG, operando por períodos curtos, entre um e seis meses.

Apreensões realizadas

Durante a operação de 2023, os policiais civis cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do investigado e recolheram:

  • Documentos falsificados
  • Celulares
  • Cartões bancários
  • Máquinas de cartão
  • Notebook
  • Chips de celular

A expectativa agora gira em torno do cumprimento do novo mandado de prisão, que visa garantir a execução da pena determinada pela Justiça.