Lucas Coelho responde em liberdade por homicídio qualificado
O juiz Guilherme Luiz Brasil Silva, da Vara Criminal de Formiga, marcou para o dia 20 de março de 2026 a audiência de instrução e julgamento do ex-vereador de Araújos, Lucas Coelho, de 33 anos. Ele é acusado de assassinar a tiros o professor Jhonathan Silva Simões, de 27 anos, em 29 de maio deste ano.
O crime ocorreu em frente à casa da vítima, no bairro Sagrado Coração de Jesus, em Formiga, quando Jhonathan chegava do trabalho. Segundo a investigação, Lucas disparou seis vezes pelas costas, matando o professor ainda no local.
Ex-vereador responde em liberdade
Após o assassinato, Lucas Coelho fugiu e só se entregou à Polícia no dia 5 de junho, em Bom Despacho. Ele chegou acabou preso, mas menos de um mês depois, em julho, conseguiu um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
Antes mesmo do julgamento, Lucas havia renunciado ao mandato de vereador, escapando da cassação em andamento na Câmara Municipal de Araújos.
Julgamento em março de 2026
Na audiência, marcada para março, o juiz ouvirá acusação, defesa, testemunhas e peritos. Lucas acabou indiciado por homicídio qualificado, conforme o artigo 121, § 2º, incisos I e IV, do Código Penal – crime premeditado e sem chance de defesa da vítima. A pena prevista varia entre 12 e 30 anos de prisão.
Crime premeditado, diz Polícia Civil
As investigações apontaram que agressões e ameaças marcaram o relacionamento. O professor e o vereador, conforme a Polícia Civil, mantiveram um envolvimento amoroso por cerca de um ano.
Em fevereiro de 2025, Jhonathan chegou a registrar um boletim de ocorrência contra Lucas, relatando agressões, danos ao carro e ameaças de morte. Ele contou que o ex-vereador lhe disse: “Vou derramar seu sangue, você vai sofrer o luto em Formiga”.
Imagens do sistema Olho Vivo registraram um carro preto sem placas chegando à casa do professor. Ainda conforme a polícia, a câmera flagrou Lucas aguardando Jhonathan e, em seguida, efetuando os disparos. O suspeito alugou o carro em Bom Despacho, a 113 km de Formiga, o que reforçou a tese de premeditação.
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Descoberta agravou relação
Conforme o delegado Ricardo Augusto de Bessas, um fator teria agravado a relação:
“O relacionamento passou a ser mais conturbado ainda a partir do momento em que o professor tomou conhecimento de que havia contraído o vírus HIV. Ele se sentiu prejudicado, porque o vereador é soropositivo e não havia informado essa circunstância quando iniciaram o relacionamento.”
A análise de mensagens e aplicativos de celular confirmou o padrão de violência e o planejamento do crime.



