Kalil defende renegociação da dívida de Minas para “sobrar dinheiro” para investir

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Por -01/08/2026, às 11H05agosto 1st, 2026
Amanda Quintiliano/ PORTAL GERAIS

Candidato do PDT ao Governo de Minas afirma que equilíbrio das contas será essencial para ampliar investimentos em áreas como a saúde

O candidato do PDT ao Governo de Minas, Alexandre Kalil, afirmou que a renegociação da dívida do Estado será a principal medida para ampliar os investimentos públicos caso seja eleito. “Para sobrar dinheiro”, afirmou a cumprir agenda neste dando (1/8) em Oliveira, no Centro-Oeste de Minas.

Segundo ele, o plano de governo já está concluído, reúne propostas para todas as regiões mineiras e considera as particularidades de cada uma delas.

Kalil explicou que o documento possui cerca de 174 páginas. No entanto, ressaltou que a execução das propostas depende da recuperação da capacidade financeira do Estado.

“O nosso plano de governo integra toda Minas Gerais. Ele respeita as regionalidades, mas depende da renegociação do Propag para que sobre dinheiro e possamos implementar as ações”, afirmou.

Além disso, o candidato avaliou que a situação fiscal limita a capacidade de investimento do Estado.

“O estado só paga folha de pagamento”, afirmou.

Kalil visitou a feira livre da cidade e participou de almoço com apoiadores.

Saúde continuará entre as prioridades

Durante a entrevista, Kalil comentou a inauguração do Hospital Regional de Divinópolis, atualmente Hospital Universitário, e reconheceu o avanço para a região. Ainda assim, afirmou que a macrorregião Oeste mantém demandas reprimidas, principalmente na atenção primária.

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Segundo ele, a saúde permanece como o principal desafio enfrentado pelos mineiros e precisa receber mais investimentos.

O candidato também lembrou a experiência como prefeito de Belo Horizonte. Conforme destacou, a administração municipal priorizou a expansão da atenção básica, com a construção de unidades de saúde ao longo do mandato.

Estado precisa ampliar investimentos

Kalil defendeu o aumento dos recursos destinados à saúde pública e afirmou que o percentual atualmente aplicado pelo Governo de Minas é insuficiente para atender à demanda da população.

“A saúde é muito cara. Nós investimos muito pouco em saúde”, disse.

Na avaliação do candidato, o Estado limita-se a remanejar recursos, sem ampliar efetivamente os investimentos no setor. Por isso, afirmou que evita assumir compromissos sem indicar a origem do financiamento.

Ao comparar a gestão estadual com sua administração em Belo Horizonte, Kalil destacou que a capital investia cerca de 27% do orçamento em saúde, enquanto Minas aplica pouco mais do mínimo constitucional.

Para o candidato, ampliar esse investimento dependerá, sobretudo, da reorganização das contas públicas e da renegociação da dívida estadual.