Candidato do PDT ao Governo de Minas falou ao Portal Gerais sobre dívida estadual, saúde, rodovias, servidores, impostos e mineração
O candidato ao Governo de Minas Gerais Alexandre Kalil (PDT) defendeu a descentralização da administração estadual e uma maior participação dos municípios na definição das políticas públicas. Além disso, durante entrevista ao PORTAL GERAIS, ele falou sobre a dívida do Estado, hospitais regionais, infraestrutura, servidores públicos, impostos e mineração.
Kalil disputa o Governo de Minas em 2026. Nesse contexto, apresentou propostas para diferentes áreas da administração estadual e também fez críticas a políticas adotadas por governos anteriores e a posições de outros candidatos.
Kalil defende governo mais próximo dos municípios
Primeiramente, ao falar sobre a descentralização do governo estadual, Kalil afirmou que pretende adotar uma visão municipalista caso seja eleito.
Segundo o candidato, Minas Gerais deve organizar a administração a partir dos 853 municípios. Dessa forma, o governo estadual precisa direcionar recursos e políticas públicas para atender a população nos próprios municípios ou em outras cidades da região, quando necessário.
“Estado não existe. Existem 853 municípios que formam o Estado de Minas Gerais.”
Além disso, Kalil afirmou que a proposta envolve uma mudança na forma de administrar Minas e aproximar as decisões das necessidades dos municípios.
Candidato propõe discutir dívida de Minas com o governo federal
Outro tema abordado durante a entrevista foi a dívida de Minas Gerais. Nesse sentido, Kalil defendeu uma revisão da forma como o Estado trata o débito com a União.
De acordo com o candidato, ele pretende discutir diretamente com o governo federal as condições da dívida. Ao mesmo tempo, defendeu maior autonomia para Minas decidir onde aplicar os recursos disponíveis.
Além disso, Kalil criticou a definição de investimentos sem, segundo sua avaliação, considerar as necessidades apresentadas pelo Estado.
“Nós não podemos aceitar que 75 senadores e 513 deputados resolvam como é que Minas vai pagar a sua dívida, como é que vai ser, quanto que é a parcela, quanto que vai dar, em que que vai investir.”
Por outro lado, o candidato afirmou que pretende trabalhar pela recuperação financeira do Estado e disse que já possui uma proposta para discutir o tema com o governo federal.
Kalil defende modelo tripartite para hospitais regionais
Na área da saúde, Kalil criticou o ritmo de funcionamento dos hospitais regionais de Minas. Por isso, destacou a necessidade de discutir o modelo de gestão dessas unidades.
Ao falar especificamente sobre o Hospital Regional de Divinópolis, o candidato afirmou que não considera o modelo universitário a melhor alternativa. Em vez disso, defendeu uma gestão tripartite, com participação dos governos federal, estadual e municipal.
“Eu acho que o melhor modelo é o tripartite. É onde a federação entra com 50%, o Estado com 25% e o município com 25%.”
Ainda assim, Kalil ressaltou que o modelo precisa passar por uma discussão regional, considerando as características e necessidades de cada hospital.
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Candidato fala em plano para recuperar rodovias
A infraestrutura das estradas também apareceu entre os principais temas da entrevista. Nesse sentido, Kalil defendeu um planejamento de longo prazo para as rodovias.
Questionado sobre a MG-050 e a falta de duplicação entre Divinópolis e Itaúna, o candidato afirmou que o Estado precisa trabalhar em conjunto com o governo federal para ampliar investimentos e recuperar trechos considerados prioritários.
“Então, nós temos que fazer um plano, como aqui já houve, os mineiros mais jovens talvez não saibam, mas os da minha idade, aqui tinha o Caminhos de Minas, aqui tinha o Pro- MG, aqui teve programas de estrada, de ligações.”
Além disso, Kalil afirmou que a discussão sobre privatização deve considerar as características de cada rodovia.
“Privatização é uma questão técnica, existem estradas que podem ser privatizadas, estradas que não podem.”
Servidores públicos também entram nas propostas
Outro ponto abordado foi a situação dos servidores estaduais, especialmente profissionais da segurança pública, saúde e educação.
Nesse caso, Kalil defendeu a reposição salarial das categorias e criticou a justificativa de falta de recursos relacionada à situação financeira do Estado.
Além disso, o candidato afirmou que pretende revisar gastos e benefícios fiscais para buscar recursos para áreas como saúde, educação e segurança.
“Então, nós temos de onde tirar esse dinheiro? É só humanizar esse Estado, organizar esse Estado e saber que você está tirando dos “bons amigos” e redistribuindo esse dinheiro para várias coisas, inclusive para reposição salarial.”
Quando questionado sobre um prazo para reorganizar as contas estaduais, Kalil afirmou que pretende trabalhar com um período de seis meses a um ano para começar a discutir crescimento, desenvolvimento e novas condições para a dívida.
Receba a notícia no seu celular. Participe do nosso grupo de WhatsAppKalil critica propostas de redução de impostos
Durante a entrevista, o candidato também falou sobre propostas de redução ou eliminação de impostos, como o IPVA.
Segundo Kalil, o debate sobre redução de tributos precisa considerar o impacto nas receitas públicas e, consequentemente, nos serviços oferecidos pelo Estado.
Ao falar sobre sua experiência na Prefeitura de Belo Horizonte, ele disse que destinou recursos do IPVA para a saúde. Além disso, afirmou que a Constituição estabelece regras sobre o imposto.
“Quando eu era prefeito, nós colocamos o IPVA todo para a saúde. E outra coisa, além de tudo, tem a Constituição. Você não pode acabar com o IPVA.”
Dessa maneira, Kalil defendeu uma discussão mais ampla sobre financiamento da saúde, regionalização e recursos destinados aos municípios.
Candidato fala sobre mineração em Minas
Por fim, Kalil foi questionado sobre a mineração, uma das principais atividades econômicas de Minas Gerais.
Na avaliação apresentada pelo candidato, o setor continua necessário para o Estado. No entanto, ele defendeu maior fiscalização e mudanças na relação do governo com as empresas do segmento.
“Nós precisamos da mineração, precisamos muito. Nós temos o nome, Minas Gerais.”
Além disso, Kalil citou temas relacionados à arrecadação e à legislação do setor. Assim, afirmou que pretende discutir a participação da mineração na economia estadual.






