Mesmo fora da disputa em 2026, Laiz Soares confirma aproximação com Cleitinho e Gleide Andrade, e diz que seguirá ativa na vida pública de Minas Gerais.
Após anunciar que não disputará nenhum cargo nas eleições de 2026, Laiz Soares (sem partido) confirmou que seguirá ativa na vida pública e revelou aproximação com dois grupos políticos: do senador Cleitinho (Republicanos) e o da secretária nacional de Finanças e Planejamento do PT, Gleide Andrade. A declaração, feita ao PORTAL GERAIS, nesta quinta-feira (5/2), marca uma virada estratégica em sua trajetória política, após o rompimento com o PSD, legenda pela qual concorreu à Prefeitura de Divinópolis em 2024.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Laiz afirmou que mantém a mente aberta para dialogar com “quem pensa diferente”. Conforme ela, a decisão de não disputar o próximo pleito ocorreu após o descumprimento de um acordo político que previa apoio do PSD a uma candidatura sua à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Rompimento com PSD e afastamento de Lohanna França
Laiz explicou que havia um entendimento interno para que, caso não vencesse a eleição municipal, disputasse uma vaga de deputada estadual em dobradinha com a deputada Lohanna França (PV), apontada por ela como madrinha política. “Esse acordo, por motivos que eu não alcanço, não foi cumprido.”
Ainda de acordo com Laiz, o distanciamento partiu do grupo político. “Ela e o partido que se afastaram de mim, não eu que me afastei deles”, argumenta.
Conforme apurado pela reportagem do PORTAL GERAIS, Laiz buscava uma dobradinha exclusiva no Centro-Oeste. Contudo, outros nomes, como o da vereadora Kell Silva (PV) surgiram como possíveis candidatos à ALMG com apoio de Lohanna.
Embora afastadas, Laiz evitou críticas diretas à deputada e afirmou acreditar no potencial eleitoral de Lohanna, que deve disputar vaga na Câmara Federal. “Tenho certeza que ela será eleita e fará um bom mandato”, enfatiza.
Aproximação com Cleitinho ganha força
Mesmo tendo disputado eleições contra o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), irmão de Cleitinho, e crítica a atuação dos irmãos Azevedos, Laiz considera “natural” a aproximação com o senador. Quando candidata, Laiz foi alvo de ataques por parte do prefeito, o qual não poupou termos pejorativos contra ela.
Contudo, ela diz existir uma relação de respeito com Cleitinho desde 2020, quando disputou pela primeira vez a prefeitura. E revelou que chegou a pedir apoio, naquela época a ele.
“Ele sempre foi muito cordial comigo a vida toda, desde que eu conheço ele, 2020. Ele sempre me tratou muito bem, sempre me tratou com muito respeito.”
A aproximação, conforme Laiz, começou após visitar Cleitinho acompanhada de uma amiga socióloga de Brasília, interessada em apresentar ideias de projetos. “A gente acabou ficando mais próximo.”, diz.
Se posicionando como “centro”, Laiz defende que Cleitinho não tem perfil radical, que transita pelos dois lados, ou seja, direita e esquerda.
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Diálogo com o PT e elogios a Gleide Andrade
Além de Cleitinho, Laiz confirmou conversas com a secretária nacional de Finanças e Planejamento do PT, Gleide Andrade, a quem não poupou elogios. “Sempre achei ela uma mulher foda, sempre achei ela incrível.”
Laiz ressaltou que pretende se cercar de mulheres influentes e com capacidade de articulação nacional.
O PT integrou a coligação de Laiz na disputa pela prefeitura, embora, com participação discreta e sem envolvimento direto.
“Não é sobre cargos, é sobre legado”, diz Laiz Soares
Laiz reforçou que a decisão de se aproximar de diferentes campos ideológicos não se baseia em revanche política. “Acho que a vontade de ajudar Minas, de fazer alguma coisa, de deixar um legado, mesmo que não seja candidata, me fez querer ficar próxima dele. Me fez superar as diferenças.”, afirmou em relação a Cleitinho.
Questionanda sobre o senador, ela comparou a relação com a movimentação ao cenário nacional. “O Alckmin também foi adversário do Lula, e eles estão juntos agora.”
Mesmo fora da disputa em 2026, Laiz afirmou que pretende atuar para fortalecer candidaturas femininas e ampliar a representatividade.
“Nessa lógica de ser feminista, apoiar mais mulheres para que a gente tenha duas deputadas federais. É muito melhor ter duas deputadas federais do que ter uma só.”
Repercussão
Ao postar o vídeo dizendo que ficará de fora da disputa, mas trabalhará por nomes da região, os dois grupos políticos reagiram. Gleide disse que Laiz tem o “respeito” dela pela “integridade e retidão”. “Hoje sua manifestação é também uma posição política”, afirmou.
Gleidson Azevedo também a parabenizou pela decisão. “Por duas vezes fomos concorrentes, mas sempre te respeitei e agora te respeito ainda mais por não pensar em você, mas pensar na cidade. Bora pra cima que o ano só está começando.”


