Deputada Lohanna rebate Mateus Simões, aponta contradições do governo Zema e critica atraso na abertura do Hospital Regional de Divinópolis.
A deputada Lohanna França (PV) rebateu, nesta segunda-feira (17/11), as declarações do vice-governador Mateus Simões (Novo) a respeito do Hospital Regional de Divinópolis. A fala ocorreu em entrevista ao jornal O Tempo. Para a parlamentar, as falas do vice-governador espalham desinformação sobre o debate da federalização e tentam responsabilizá-la por um suposto prejuízo de R$ 150 milhões ao Estado.
Conforme ela, as acusações revelam “má-fé, desconhecimento da realidade da saúde no Centro-Oeste e uma tentativa de distorcer fatos documentados”. Durante entrevista, o vice-governador acusou a deputada de ter prejuízo ao Estado após ela mobilizar a retirada do prédio do Hospital Regional da lista do Propag.
Parlamentar critica gestão Zema e aponta aumento da dívida estadual
Lohanna rejeitou a narrativa de que sua atuação, cobrando a retirada do hospital do programa de privatizações Propag, teria causado prejuízos financeiros. Ela contrapôs os dados apresentados pelo governo.
“Prejuízo é a dívida que cresceu 51% na gestão Zema, somando R$ 64 bilhões a mais para Minas Gerais, enquanto o governo que fala de eficiência gastou R$ 380 milhões em viagens entre 2019 e 2025”.
A deputada também destacou que o governo estadual “omite números importantes enquanto tenta fabricar culpados”.
Federalização
Sobre o debate das federalizações, Lohanna lembrou que a proposta nasceu do bloco de oposição na Assembleia Legislativa, em parceria com o presidente Tadeu Leite e o senador Rodrigo Pacheco. Para ela, o Estado precisa discutir o tema com responsabilidade.
A parlamentar ressaltou ainda que o governo insiste na venda de empresas estratégicas como a Copasa, ignorando que a possível federalização da Codemig poderia abater parte relevante da dívida com a União.
“Somos favoráveis ao debate, mas o governo insiste em querer vender empresas estratégicas como a Copasa, sendo que a possível federalização da Codemig já poderia abater parte significativa do valor devido”.
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“Não é um ativo, é saúde”
Lohanna reforçou que o vice-governador demonstra desconhecimento sobre a urgência do Hospital Regional para a região Centro-Oeste. Ela afirmou que o governo trata o tema como um bem contábil, enquanto a população sofre com a falta de acesso a cirurgias e internações.
“Não estamos falando de um ‘ativo’ de R$ 150 milhões. Estamos falando do acesso à saúde de mais de um milhão de pessoas. De um hospital que está há mais de 10 anos esperando para abrir, com pessoas na fila para cirurgias, esperando meses. É covardia, maldade e descompromisso com o Centro-Oeste atrasar ainda mais a abertura”, disse a deputada.



