Lohanna critica secretário de Educação e questiona escolas cívico-militares

Política
Por -26/02/2026, às 06H30fevereiro 25th, 2026
lohanna frança educação
Foto: Divulgação/Assessoria

Deputada cobra plano de metas do programa Juros por Educação e questiona expansão de escolas cívico-militares durante audiência na ALMG.

Durante audiência da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nesta quarta-feira (25/02), a deputada estadual Lohanna França (PV) fez críticas ao secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, e questionou o planejamento da pasta para 2026.

O secretário foi convocado após ter desmarcado outras duas oportunidades de comparecimento e apresentou aos parlamentares indicadores e o plano de trabalho da Secretaria.

Juros por Educação

Um dos principais pontos abordados por Lohanna foi o programa Juros por Educação. Conforme a deputada, o governo estadual ainda não apresentou plano detalhado de aplicação dos recursos nem cronograma de metas anuais para expansão de matrículas.

Ela destacou que o programa envolve cerca de R$ 1 bilhão e prevê a ampliação de mais de 112 mil vagas.

“É um valor que a gente está deixando de colocar nos cofres da União e está investindo em Minas, então precisamos saber qual o cronograma para chegar às matrículas”, afirmou.

A parlamentar alertou para o risco de perda de recursos por incapacidade de execução, caso não haja planejamento claro.

Escolas cívico-militares

Lohanna também criticou a continuidade da expansão das escolas cívico-militares pelo governo Romeu Zema (Novo), apesar de decisões judiciais contrárias e alertas do Tribunal de Contas.

A deputada questionou a ausência de dados que comprovem melhora na aprendizagem e apontou que as escolas selecionadas para o programa já apresentavam bom desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).

“Elas já eram melhores anteriormente, por vários fatores, como localização e infraestrutura”, argumentou.

Violência nas escolas e equipe multidisciplinar

Outro ponto levantado foi o enfrentamento da violência nas escolas. Lohanna citou o descumprimento da Lei 13.935/2019, que determina a presença de assistentes sociais e psicólogos na rede pública de educação básica.

De acordo com ela, apenas 41% das escolas estaduais contam com esses profissionais.

“A solução não é colocar militares na escola e sim cumprir a lei 13.935 e investir na patrulha escolar, cumprindo sua função, que é proteger a comunidade escolar.”

Cobrança por planejamento

Para a deputada, a política educacional do Estado tem sido conduzida sem diálogo suficiente com a comunidade escolar.

“Não dá para governar a educação na base da improvisação, do confronto com a Justiça e de anúncios vazios. Educação exige planejamento, legalidade e compromisso real com estudantes e trabalhadores.”

O debate sobre as diretrizes da Educação em Minas deve continuar na Comissão ao longo do ano legislativo.