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Terrenos abandonados são risco à saúde e à segurança em Divinópolis
A limpeza realizada pela prefeitura na praça do bairro Manoel Valinhas, em Divinópolis, é uma medida necessária e bem-vinda, já que o espaço público estava tomado pelo mato e abandonado. No entanto, essa ação pontual revela um problema maior e ainda sem solução: o descaso com terrenos particulares, que continuam cobertos pela vegetação e expostos a riscos diversos. Lotes sujos estão de canto a canto da cidade.
A negligência dos proprietários desses imóveis não só compromete a estética urbana, mas representa uma ameaça real à saúde pública. A cidade já enfrenta um cenário preocupante em relação às arboviroses. De acordo com o último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), Divinópolis está em risco de uma nova epidemia de doenças como dengue, chikungunya e zika. São 316 casos notificados de dengue, com 128 confirmações, além de 11 notificações de chikungunya, sendo duas já confirmadas. Terrenos abandonados, tomados por mato e lixo, tornam-se criadouros perfeitos para o mosquito transmissor dessas enfermidades.
Além da questão sanitária, há também o perigo das queimadas urbanas, agravado pela vegetação alta e seca. Em 2024, Divinópolis liderou o ranking das cidades com maior número de focos de incêndio, com uma média alarmante de 7,2 ocorrências por dia. Com a chegada do outono e a redução das chuvas, o tempo seco se aproxima. Assim, aumentando ainda mais o risco de novos focos de fogo, que colocam em perigo a população e sobrecarregam os serviços de emergência.
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Lotes sujos: deve doer no bolso
Diante desse cenário, a fiscalização municipal precisa ser mais rigorosa. A aplicação de multas não pode ser apenas uma ameaça — deve ser uma prática constante e efetiva. Quando deixar de limpar custar mais caro do que manter o terreno em condições adequadas, talvez os proprietários passem a cumprir seu papel: conservar seus bens de forma responsável, sem oferecer riscos à vizinhança.
A prefeitura faz a sua parte e obrigação ao cuidar das áreas públicas – ainda que não a contento, mas não pode arcar sozinha com essa responsabilidade. É essencial que cada cidadão colabore, mantendo seus imóveis limpos e seguros. A saúde, a segurança e a qualidade de vida de toda a cidade dependem disso.