Deputada e ex-ministra dos Direitos Humanos cobra investigação rigorosa sobre as mortes de André Alivi, em Itaguara, e Guilherme Pereira, em Itapecerica.
A ex-ministra dos Direitos Humanos, a deputada estadual Macaé Evaristo acionou órgãos de justiça para apurar as mortes em ações da Polícia Militar (PM) em Itaguara e Itapecerica, ambas no Centro-Oeste de Minas. A parlamentar cobrou investigações sobre as operações registradas nos municípios. O pronunciamento público ocorreu por meio das redes sociais da parlamentar.
Cobrança de investigações
A deputada estadual acionou o Ministério Público (MP), a Polícia Civil (PC) e a Corregedoria da Polícia Militar (CPM). Além disso, a iniciativa acionou a Ouvidoria de Polícia (OP), a Defensoria Pública (DP) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese).
A parlamentar exige rigor no processo e medidas de suporte aos familiares afetados.
- Investigação rigorosa e independente sobre as duas abordagens policiais.
- Preservação integral de todas as provas colhidas nas ocorrências.
- Oferta de assistência jurídica gratuita para as famílias das vítimas.
- Prestação de atendimento psicossocial aos parentes dos jovens mortos.
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Mortes em Itaguara e Itapecerica
As duas mortes em ações da PM, em Itaguara e Itapecerica, com versões conflitantes ocorreram em um intervalo de três dias.
As ocorrências registradas pela parlamentar envolvem, então, os seguintes casos:
André Alivi dos Santos Teixeira: o jovem de 29 anos morreu na quinta-feira (4/9), em Itaguara, atingido por tiro durante operação do Grupos Especializados em Policiamento em Áreas de Risco. Conforme a família, o rapaz se preparava para ir ao trabalho, estava desarmado e não era o alvo do mandado. A polícia prendeu o policial autor do tiro em flagrante, de acordo com publicação da deputada.
Os policiais afirmaram que fizeram os disparos porque André estava armado e representava ameaça. Os parentes contestam a versão e dizem que ele não tinha arma. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), ele não tinha registro de passagem pelo sistema prisional.
Guilherme Pereira da Silva: o homem de 34 anos morreu no domingo (7/9), em Itapecerica, baleado durante o cumprimento de mandado de busca. A mãe, a irmã, assim como os sobrinhos presentes na residência afirmam que a vítima dormia desarmada e contestam a versão dos policiais.
A PM alegou legítima defesa. O suspeito teria apontado um revólver contra os militares. A polícia informou que, durante a ocorrência, os policiais apreenderam um revólver calibre .32 com a numeração raspada, além de cinco munições. Ainda de acordo com a corporação, eles encontraram no imóvel uma pedra de crack e um cigarro de maconha. Guilherme tinha passagens por tráfico de drogas.
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Posicionamento sobre os direitos das famílias
Conforme Macaé Evaristo, o Estado precisa dar respostas com urgência para esclarecer os dois fatos. A ex-ministra manifestou repúdio aos episódios registrados nas cidades mineiras em sua declaração oficial:
“Em três dias, duas famílias do Centro-Oeste de Minas perderam seus filhos em operações da Polícia Militar. Diante da gravidade dos fatos e das versões conflitantes, nosso mandato acionou o Ministério Público, a Polícia Civil, a Corregedoria da PM, a Ouvidoria de Polícia, a Defensoria Pública e a Sedese, cobrando investigação rigorosa e independente, preservação de todas as provas, assistência jurídica gratuita e atendimento psicossocial às famílias, que têm o direito de saber a verdade sobre a morte de André e de Guilherme. Nenhuma família deveria enterrar um filho sem respostas. Vidas negras e periféricas importam, e o Estado tem o dever de proteger, investigar e responder.”






