Retrospectiva 2025: Agosto foi marcado por denúncia ambiental de grande repercussão
Agosto de 2025 entrou para a retrospectiva de Divinópolis com a repercussão de possíveis irregularidades ambientais na abertura da Avenida Divino Espírito Santo, via de acesso à Lagoa do Sidil. Questionamentos feitos dentro do Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente (CODEMA) colocaram a obra no centro do debate público e transformaram o caso na notícia mais lida do mês.
Durante reunião do CODEMA, a técnica ambiental da Prefeitura, Ana Carolina Castro, alertou sobre a aprovação da intervenção como uma simples “limpeza”, sem parecer técnico e jurídico, o que teria resultado em supressão de vegetação em Área de Preservação Permanente (APP). O próprio secretário municipal confirmou a inexistência de parecer formal para a intervenção.
Obra envolve contrapartida de condomínio privado
A abertura da via faz parte de um acordo entre a Prefeitura de Divinópolis e o condomínio La Reserve, empreendimento privado em construção na região. Pelo termo, a empresa ficou responsável por executar intervenções urbanísticas, avaliadas em R$ 1,4 milhão, tratadas como contrapartida ao município. Contudo, servidores apontaram que houve remoção de árvores nativas sem inventário florestal e sem estudo sobre espécies protegidas.
Questionamentos sobre APP na Lagoa do Sidil
Outro ponto levantado foi que o trecho da via aberta não consta como área pública, mas como gleba particular no sistema municipal. Segundo a técnica ambiental, isso agrava as suspeitas de irregularidade, já que a intervenção ocorreu em área sensível, sem respaldo técnico ou jurídico formal.
Denúncias chegaram a órgãos estaduais e polícia ambiental
O vereador Vítor Costa (PT) denunciou o caso ao IGAM, IEF e à Polícia Militar de Meio Ambiente, afirmando que a obra pode configurar crime ambiental. Já o conselheiro Adriano Guimarães Barreto destacou a ausência de projeto de drenagem, alertando para riscos de alagamentos, uma vez que a Lagoa do Sidil historicamente transborda.
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Prefeitura negou execução direta da supressão
Em resposta, o secretário de Meio Ambiente afirmou que a Prefeitura apenas autorizou a limpeza da via. Disse que, caso tenha ocorrido supressão irregular de vegetação, a responsabilidade seria da empresa executora. Conforme ele, eventuais excessos serão apurados pelos órgãos competentes.
Após a repercussão, nenhuma nova intervenção ocorreu a região da Lagoa do Sidil. O caso segue em análise no Ministério Público, mantendo o tema em evidência e consolidando a reportagem como a mais acessada de agosto de 2025.



