Retrospectiva 2025: Outubro foi marcado por crise política e questionamentos legais; Veja a matéria mais lida do mês
Outubro de 2025 entrou para a retrospectiva política de Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais, com a repercussão do caso envolvendo o vice-prefeito Hidelbrando Canabrava Neto, investigado na Operação Rejeito, da Polícia Federal. Mesmo ausente do país e sem retorno confirmado às atividades oficiais, o vice teve dias lançados normalmente na folha de pagamento, ou seja, recebeu o salário, sem alteração, pago pela prefeitura.
Hidelbrando deixou o país dias antes da deflagração da operação, em 17 de setembro, e não retornou oficialmente à Prefeitura. A ausência ultrapassou 15 dias consecutivos, limite previsto no artigo 80 da Lei Orgânica de Itaúna. A norma exige autorização da Câmara Municipal para afastamentos prolongados, sob pena de perda do cargo.
Pagamento do salário ao vice-prefeito de Itaúna ocorreu sem exercício das funções
Dados do Portal da Transparência indicaram que o vice-prefeito recebeu R$ 11,4 mil líquidos referentes ao mês de setembro, mesmo sem comparecer à prefeitura. A administração municipal informou que a viagem não teve caráter oficial e que não sabia se o vice já havia retornado ao Brasil. Na época, confirmando apenas que ele não esteve no prédio do Executivo desde então.
Investigação apura fraudes ambientais milionárias
Hidelbrando é investigado por suposto envolvimento em fraudes em licenciamento ambiental ligadas à mineração, esquema que teria movimentado ao menos R$ 1,5 bilhão. O nome do vice aparece em contratos suspeitos por meio da empresa HCRN Assessoria e Consultoria Ambiental Ltda., além de vínculos com empresas associadas ao lobista Gilberto Horta, preso durante a operação.
Diante da operação, o prefeito Gustavo Mitre exonerou Hidelbrando do cargo de secretário municipal de Meio Ambiente, função acumulada pelo vice. Nas redes sociais, o investigado apagou todas as postagens após divulgar uma foto em avião, alegando participação em um congresso ambiental nos Estados Unidos como profissional da área.
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Cassação do vice-prefeito de Itaúna
A Câmara Municipal de Itaúna informou que não concedeu autorização para a ausência prolongada. Contudo, esclareceu que a cassação do vice-prefeito depende de denúncia formal, conforme o artigo 85 da Lei Orgânica, não sendo possível atuação de ofício do Legislativo. Uma denúncia chegou a ser protocolada, mas o processo foi suspenso por liminar, que questionou o rito adotado.
Após a repercussão, a Prefeitura de Itaúna suspendeu o pagamento do vice-prefeito, que continua sem reaparecer publicamente.



