Marcelina Liberato defende educação antirracista e fiscalização da mineração em Minas

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Por -01/10/2026, às 19H07outubro 1st, 2026
PORTAL GERAIS

Candidata a deputada estadual pelo Rede afirma que pretende transformar demandas de movimentos sociais em políticas públicas e ampliar ações de fiscalização

A candidata a deputada estadual pelo Rede Sustentabilidade, Marcelina Liberato, defendeu a ampliação de políticas públicas voltadas para mulheres, educação antirracista, acessibilidade, permanência estudantil e fiscalização da mineração em Minas Gerais. As propostas foram apresentadas durante entrevista ao PORTAL GERAIS.

Marcelina afirma que a atuação em movimentos sociais há mais de 30 anos a levou à candidatura. Segundo ela, a participação em pautas relacionadas à educação, igualdade racial, combate à violência contra mulheres e direitos da população LGBTQIAPN+ mostrou a necessidade de atuar também na formulação e fiscalização de políticas públicas.

“Foi exatamente essa mobilização, essa movimentação toda que eu tive, que eu tenho há mais de 30 anos na verdade, de uma vida inteira, é que me levou até aqui”, afirmou.

Candidata defende educação antirracista

Entre as principais pautas apresentadas por Marcelina está a educação antirracista. Ela citou a Lei 10.639, que determina o ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas, e defendeu a aplicação efetiva da legislação.

Para a candidata, o tema deve começar nos primeiros anos da educação. Ela também defende maior presença de professores negros e a oferta de referências positivas para crianças negras.

“A educação antirracista ela precisa começar lá embaixo, mas para isso, precisa ter mais professores negros”, declarou.

Além disso, Marcelina defende a formação de profissionais de diferentes áreas para lidar com questões relacionadas ao racismo. Na avaliação dela, o letramento racial também deve alcançar setores como saúde e segurança.

Marcelina propõe ações para mulheres e mães solo

A candidata também falou sobre políticas voltadas para mulheres vítimas de violência e mães solo. Segundo ela, o poder público precisa considerar diferentes realidades antes de formular ações.

Ao abordar a violência contra a mulher, Marcelina afirmou que a dependência financeira pode contribuir para a permanência de vítimas em relacionamentos violentos. Por isso, ela defende projetos que ampliem a autonomia e o apoio às mulheres.

Entre as propostas citadas está a ampliação de creches públicas para atender mães que não contam com uma rede de apoio.

“Mas é propor leis, fiscalizar as que já existem e apoiar projetos que apoiam essas mães solos”, afirmou.

Marcelina também destacou a situação das mães atípicas e defendeu que as políticas públicas considerem as necessidades específicas de cada família.

Candidata defende acessibilidade construída com participação das pessoas com deficiência

Outro tema abordado durante a entrevista foi a acessibilidade. Marcelina defendeu que o poder público escute diretamente as pessoas que enfrentam dificuldades para acessar serviços e espaços públicos.

Segundo ela, pessoas com deficiência possuem necessidades diferentes e, por isso, as políticas não podem seguir uma única solução para todos.

“É preciso escutar quem tem o problema”, afirmou.

A candidata também defendeu melhorias no transporte público para pessoas com deficiência e criticou situações em que pessoas com autonomia precisam esperar longos períodos por veículos acessíveis ou depender de acompanhantes.

Permanência estudantil deve ir além das cotas

Na área da educação superior, Marcelina afirmou que as políticas de acesso precisam vir acompanhadas de medidas que garantam a permanência dos estudantes.

Ela defendeu a realização de pesquisas para identificar quem abandona os cursos, quais são as causas da evasão e quais grupos enfrentam mais dificuldades para concluir a graduação.

Segundo Marcelina, as cotas representam uma porta de entrada para a universidade, mas o estudante também precisa conseguir permanecer e concluir a formação.

“Nós queremos entrar, permanecer e sair dali formados, mestres e doutores”, afirmou.

Ela também relacionou a evasão a fatores como dificuldades financeiras, trabalho e racismo.

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Marcelina critica modelo de exploração da mineração

A mineração também esteve entre os temas da entrevista. Marcelina afirmou que não é contrária à atividade econômica, mas defendeu mudanças na forma como o setor funciona e é fiscalizado.

Ela citou impactos ambientais e possíveis consequências para a saúde das populações que vivem em regiões mineradoras. Além disso, defendeu que parte da riqueza gerada pela exploração permaneça nos municípios onde ocorre a atividade.

“Eu sou contra a forma como isso é feito e fiscalizado. Você precisa ter fiscalização e cabe ao legislativo fazer isso”, afirmou.

A candidata também defendeu investimentos em hospitais e serviços de saúde nas regiões que recebem empreendimentos minerários. Segundo ela, os municípios precisam se preparar para possíveis impactos da atividade.

Além disso, Marcelina apontou uma oportunidade para Divinópolis e cidades da região: ampliar a oferta de cursos técnicos e de nível superior relacionados à cadeia da mineração.

Para ela, a formação de profissionais pode permitir que moradores da região ocupem diferentes posições no setor, inclusive áreas técnicas, de pesquisa e gestão.

Candidata pede que eleitores conheçam propostas

Ao final da entrevista, Marcelina afirmou que pretende levar para a Assembleia Legislativa pautas que já acompanha por meio dos movimentos sociais. Ela também pediu que os eleitores pesquisem a trajetória dos candidatos antes de decidir o voto.

“Conheçam seus candidatos e peço a chance me conheçam, vão nas minhas redes sociais Marcelina Liberato, procura me conhecer”, declarou.