Médico indiciado por estupro é denunciado por outra mulher por abuso em clínica de Belo Horizonte

Minas Gerais
Por -20/02/2026, às 17H20fevereiro 20th, 2026
Foto: Videopress Produtora

Polícia Civil concluiu primeiro inquérito; segunda vítima procurou delegacia após repercussão do caso

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu, nesta sexta-feira (20/02), o inquérito que apura crimes sexuais praticados por um médico generalista, de 31 anos, em uma clínica de imagem localizada na região hospitalar de Belo Horizonte, no bairro Santa Efigênia.

O investigado foi indiciado por violação sexual mediante fraude e estupro contra uma paciente de 18 anos. Segundo a delegada Larissa Mascotte, responsável pelo caso, uma segunda vítima, de 21 anos, procurou a Delegacia Especializada de Combate à Violência Sexual após a divulgação da prisão do suspeito.

Primeiro caso

De acordo com a investigação, a primeira vítima buscou a clínica para realizar um exame de abdômen devido a dores na região. Conforme relatado, o médico teria sugerido a realização de um ultrassom transvaginal complementar sem aviso prévio formal.

Durante o procedimento, segundo a apuração policial, o profissional teria adotado condutas incompatíveis com a prática médica regular. A jovem acionou a Polícia Militar logo após o ocorrido, o que resultou na prisão em flagrante do médico. A detenção foi posteriormente convertida em prisão preventiva pela Justiça.

Embora as câmeras de segurança da clínica não estivessem funcionando no dia dos fatos, a Polícia Civil informou que o depoimento da vítima foi considerado consistente e corroborado por outros elementos colhidos na investigação.

Funcionários da clínica relataram que o médico não comunicou à secretaria a realização de exame complementar, contrariando protocolos internos. Também não teriam sido encontrados registros de imagens do suposto exame transvaginal, apenas do exame abdominal.

Segunda denúncia

Com a repercussão do caso, uma segunda mulher relatou episódio semelhante ocorrido em dezembro de 2025, na mesma clínica. O novo caso segue sob investigação.

A Polícia Civil reforçou que, conforme legislação vigente, mulheres têm direito a serem acompanhadas por pessoa de sua escolha durante exames mamários, genitais ou retais, como medida de proteção.

O primeiro inquérito foi encaminhado à Justiça. As apurações sobre a segunda denúncia continuam.