Membro da Academia Divinopolitana de Letras promove palestras sobre saúde mental e distribui livros em Divinópolis

DivinópolisGerais
Por -13/07/2026, às 14H39julho 13th, 2026
Divulgação

Projeto contemplado pela Lei Aldir Blanc reuniu mais de 200 estudantes da Escola Estadual Dona Antônia Valadares e distribuiu gratuitamente 50 exemplares da obra Entendendo o Tempo

Mais de 200 estudantes da Escola Estadual Dona Antônia Valadares, em Divinópolis, participaram de palestras sobre saúde mental promovidas pelo escritor Gustthavo Majory, membro da Academia Divinopolitana de Letras. Além disso, a iniciativa contou com a participação de profissionais da área da saúde e marcou o lançamento do livro Entendendo o Tempo, viabilizado pela Lei Aldir Blanc do município.

Como parte do projeto, a equipe distribuiu gratuitamente 50 exemplares da obra aos estudantes.

Leu essa? Escritor mais jovem da Academia Divinopolitana de Letras lança livro com alunos da rede pública

Literatura como ferramenta de diálogo

As palestras ocorreram nos turnos da manhã, tarde e noite. Durante os encontros, jovens de 15 a 18 anos discutiram temas como ansiedade, autocuidado, acolhimento emocional e os desafios enfrentados pela juventude.

Além disso, o projeto utilizou a literatura para estimular o diálogo sobre saúde mental e aproximar os estudantes de um tema cada vez mais presente no ambiente escolar.

Segundo Gustthavo Majory, a experiência representou um momento marcante em sua trajetória como escritor.

“Fazia muito tempo que eu não falava com os jovens. Tenho sempre feito trabalhos mais voltados para o público infantil. Meio que senti uma necessidade de falar com as pessoas de forma direta, sem precisar usar a fantasia e a metáfora.”

Estudantes participaram ativamente

De acordo com o diretor da escola, Jonas Costa, os alunos demonstraram grande interesse durante todas as atividades.

“Os alunos dos três turnos apresentaram-se interessados às falas e demonstraram grande interesse pelo assunto. Foi possível perceber o envolvimento deles durante as atividades e a importância de abrir espaços para esse tipo de conversa dentro da escola.”

Da mesma forma, a psicóloga Nádia Orfus, integrante da equipe do CIS-URG Oeste, destacou a participação dos estudantes.

“O que mais me surpreendeu foi o envolvimento dos estudantes durante os encontros. Eles participaram ativamente das discussões, acolheram muito bem a proposta dos temas e demonstraram interesse genuíno em refletir sobre assuntos que fazem parte do seu cotidiano. Ao final de cada palestra, era comum que alguns alunos permanecessem para aprofundar determinados temas, esclarecer dúvidas, buscar orientações ou simplesmente compartilhar o quanto aquele momento havia sido importante para eles.”

Projeto amplia acesso à cultura

Além das palestras, o projeto também buscou democratizar o acesso à literatura. Como previsto na Lei Aldir Blanc, a iniciativa incluiu ações de formação de público e garantiu a distribuição gratuita dos livros aos estudantes.

Ao mesmo tempo, o projeto adotou medidas de acessibilidade para ampliar a participação da comunidade escolar.

Inclusão marcou as atividades

Outro destaque foi a presença de recursos de acessibilidade durante os encontros. As palestras contaram com tradução em Libras, permitindo a participação de estudantes com deficiência auditiva.

Para Nádia Orfus, essa iniciativa fortaleceu o caráter inclusivo da ação.

“Outro aspecto muito positivo foi vivenciar a participação de alunos inclusivos, com o apoio da tradução em LIBRAS, garantindo que todos pudessem fazer parte das discussões e da troca de experiências. Isso reforça a importância de promover espaços cada vez mais acessíveis, acolhedores e inclusivos.”

Segundo a psicóloga, a receptividade observada durante as atividades reforça a necessidade de iniciativas que aproximem informação, cultura e acolhimento emocional da juventude.