Ministério Público pede concurso para a Guarda Municipal de Martinho Campos em até 180 dias

Minas Gerais
Por -18/06/2026, às 13H35junho 18th, 2026
mpmg
Divulgação/AMG

Ação na Justiça questiona contratações temporárias e pede a nomeação dos futuros aprovados

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizou uma Ação Civil Pública contra o município de Martinho Campos, no Centro-Oeste de Minas. O órgão pede que a Justiça determine a realização de concurso público para a Guarda Municipal em até 180 dias.

Além disso, o MPMG solicita a suspensão de novas contratações temporárias e a apresentação de um plano para a realização do certame.

MPMG questiona contratações temporárias

Segundo o Ministério Público, a Prefeitura contrata guardas municipais por meio de processo seletivo simplificado desde 2023. No entanto, o órgão considera a prática irregular, uma vez que a Constituição exige concurso público para o ingresso em cargos efetivos.

As investigações começaram após uma denúncia recebida em 2023. Na época, o município justificou as contratações pela necessidade de reforçar a segurança nas escolas.

Entretanto, para o MPMG, a função de guarda municipal possui caráter permanente. Dessa forma, o órgão entende que o município utiliza os contratos temporários para evitar a realização de concurso público.

Ministério Público pede anulação do processo seletivo

Na ação, o Ministério Público pede que a Justiça declare nulo o processo seletivo realizado em 2023. Além disso, solicita a anulação dos contratos decorrentes da seleção.

O órgão também requer que o município realize concurso público em até 180 dias e, posteriormente, nomeie os candidatos aprovados.

Além disso, o MPMG pede uma decisão liminar para impedir novas contratações temporárias e exigir informações detalhadas sobre os contratos em vigor.

Tentativas de acordo não avançaram

Antes de recorrer à Justiça, o Ministério Público tentou solucionar o caso de forma extrajudicial. Em maio de 2025, o órgão propôs um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para regularizar a situação.

Contudo, o município recusou a proposta. Em seguida, o MPMG solicitou um cronograma para a realização do concurso. No entanto, segundo o órgão, a Prefeitura não apresentou resposta.

Diante da ausência de providências, o Ministério Público decidiu ajuizar a ação.

MPMG aponta riscos para a segurança pública

De acordo com o Ministério Público, a manutenção dos contratos temporários pode comprometer a organização da carreira da Guarda Municipal e prejudicar a prestação do serviço à população.

Além disso, o órgão destaca que o concurso público garante igualdade de acesso aos cargos e fortalece a qualidade do serviço prestado.

Com a ação, o MPMG busca assegurar o cumprimento da legislação e a regularização definitiva do quadro da Guarda Municipal de Martinho Campos.