Presidente do PL Minas comemora derrubada de veto à dosimetria de penas do 8 de janeiro e aponta fragilidade do Governo Federal no Congresso Nacional.
A tarde desta quinta-feira (30) foi marcada por uma nova derrota do Governo Federal no Congresso Nacional. O veto à dosimetria de penas proposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi derrubado por ampla maioria: 318 votos contrários na Câmara dos Deputados e 49 no Senado. Com a decisão, o texto seguirá diretamente para promulgação.
O deputado federal e presidente do PL em Minas Gerais, Domingos Sávio, votou favoravelmente à derrubada do veto e celebrou o resultado como um avanço para a oposição.
Redução de Penas e Defesa da Anistia
Para o parlamentar mineiro, a mudança na dosimetria é uma etapa para um objetivo maior da oposição: a anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo Sávio, as penas atuais são desproporcionais.
“O justo é a anistia ampla, geral e irrestrita, e é por ela que continuaremos trabalhando. Entendemos que a dosimetria é um passo importante para atingirmos nosso objetivo e, por isso, precisa ser bastante comemorada”, afirmou o deputado.
Domingos Sávio criticou ainda o rito jurídico dos processos, defendendo que muitos condenados não tiveram direito à ampla defesa.
“Quem depredou, eu entendo que deva ser julgado de acordo com o crime de dano ao patrimônio público, não por esse absurdo de tentativa de golpe. Começamos a fazer justiça”, completou.
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Análise do Cenário Político
O presidente do PL Minas destacou que o revés no Congresso representa a segunda derrota significativa do governo em apenas 48 horas, citando também a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado na quarta-feira (29).
Para Sávio, o cenário reflete um desgaste na articulação política do Planalto:
“Isso demonstra a fragilidade do atual governo. Não há confiança nem em Brasília e nem nas pesquisas que temos visto, com a popularidade caindo cada vez mais. Isso se deve unicamente às ações tomadas pelo presidente Lula, prejudicando a economia e diminuindo o poder de compra do brasileiro”, concluiu.



