Polícia Militar de Meio Ambiente autua município após constatar tanques sem impermeabilização e indícios de contaminação no Povoado do Tijuco
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou um procedimento preparatório para investigar um caso de descarte irregular de esgoto em Passa Tempo, no Centro-Oeste de inas. A apuração foca no Povoado do Tijuco, onde moradores denunciaram o lançamento de efluentes sem tratamento em um córrego local. O caso motivou a mobilização de órgãos ambientais e gerou a autuação do Executivo municipal por irregularidades no sistema de saneamento.
Denúncias dos moradores e vistorias ambientais no município
De acordo com os relatos da comunidade, o curso d’água apresentava forte odor, formação de borbulhas e nata sobre a superfície líquida. Os moradores apontaram que, o lançamento de rejeitos causou preocupação com a fauna aquática e a saúde dos animais domésticos.
A Promotoria de Justiça requisitou informações ao Município, à Câmara Municipal, ao Codema e à Polícia Ambiental. Durante a fiscalização presencial, os agentes da Polícia Militar de Meio Ambiente identificaram falhas estruturais graves no local.
Os policiais registraram no auto de vistoria que, a estação elevatória contava com tanques escavados saturados e sem impermeabilização no solo.
Dessa forma, os dejetos entravam em contato direto com a terra, com sinais claros de vazamento recente em direção ao córrego.
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Falha no sistema de bombeamento, autuação e medidas corretivas
Conforme as apurações técnicas, o sistema de bombeamento atual da elevatória não suporta a demanda de resíduos produzida pelo bairro. A corporação ambiental confirmou que, os agentes lavraram auto de infração contra a Prefeitura de Passa Tempo com aplicação de multa.
Dessa forma, a fiscalização determinou a paralisação imediata do lançamento de esgoto a céu aberto e a adoção de reparos estruturais.
A administração municipal alegou que já desenvolve projetos técnicos para implantar uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
O MPMG informou que o procedimento segue em tramitação para monitorar a execução das adequações sanitárias na comunidade rural.
Por fim, o órgão ministerial avaliará novas medidas judiciais para garantir a proteção ambiental e a preservação da saúde pública na região.






